Michelle Bolsonaro chegou à sede da Polícia Federal em Brasília por volta das 9h30 desta quinta-feira (4) para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde 22 de novembro. Ela estava acompanhada da filha, Laura, que visitou o pai pela primeira vez. Ao entrar na Superintendência da PF, Michelle carregava uma Bíblia. Esta foi a terceira visita da ex-primeira-dama ao marido desde o início da detenção.
A ida de Michelle ocorreu no mesmo dia em que o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) tentava autorização para visitar o pai no domingo, 7, data de seu aniversário. O pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabeleceu dias e horários específicos para as visitas: terças e quintas-feiras, entre 9h e 11h, com duração máxima de 30 minutos. Na última terça-feira, 2, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também esteve na PF e relatou ter conversado com o pai sobre um desentendimento interno envolvendo os irmãos e Michelle, após críticas dela ao diretório do PL no Ceará.
Paralelamente às visitas, a Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes o cálculo atualizado da pena de Bolsonaro, fixada em 27 anos e três meses. De acordo com o documento, o término do cumprimento está previsto para 4 de novembro de 2052. A contagem teve início em 4 de agosto, quando o ex-presidente passou ao regime de prisão domiciliar, antes de ser transferido para a carceragem da PF.
O cronograma apresentado pela VEP indica que Bolsonaro poderá solicitar progressão ao regime semiaberto a partir de 23 de abril de 2033. Já o pedido de livramento condicional poderá ser feito a partir de 13 de março de 2037, conforme as regras estabelecidas pela legislação penal. O calendário considera o tempo total da pena e os critérios de comportamento e cumprimento mínimo exigidos pela lei.
A legislação do Distrito Federal também permite a redução de parte da pena por meio da leitura de livros autorizados, mecanismo previsto nas normas da Secretaria de Administração Penitenciária. Bolsonaro poderá reduzir até quatro dias para cada obra lida, desde que apresente resumos e avaliações escritos de próprio punho, seguindo os procedimentos formais estabelecidos pelo sistema prisional.
Davi Fernandes
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