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Lula promete retaliar medidas econômicas de Trump com “reciprocidade”

"Nossa decisão é a seguinte: tudo o que ele fizer conosco, nós responderemos com reciprocidade", disse.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou duramente o tarifaço imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que o Brasil responderá com reciprocidade a qualquer medida econômica tomada pelos Estados Unidos.

“Estamos preocupados com as decisões unilaterais do presidente dos Estados Unidos. Ele anuncia uma medida a cada dia, fala uma coisa diferente, e ainda não sabemos qual será o impacto devastador disso na economia”, declarou Lula durante uma conversa com jornalistas após sua participação na reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), realizada nessa quarta-feira (9), em Honduras.

Lula destacou que já houve um contato com o negociador de Trump e ressaltou que a postura do Brasil será firme. "Nossa decisão é a seguinte: tudo o que ele fizer conosco, nós responderemos com reciprocidade", afirmou o presidente.

Além disso, Lula sugeriu que, caso a situação se agrave, o Brasil pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) para resolver qualquer “conflito” com os Estados Unidos. "Isso é o mínimo que se espera de um país que preza pela sua dignidade e soberania", disse ele.

Embora tenha feito duras críticas, Lula afirmou ainda não ter decidido por medidas práticas contra o presidente norte-americano. Quando questionado sobre ações concretas do governo, ele afirmou que, por enquanto, prefere "utilizar todas as palavras de negociação que o dicionário permitir". "Quando não houver mais espaço para a negociação, tomaremos as decisões que acharmos necessárias. O Brasil é um país que não busca conflitos, nossa abordagem é sempre a da conversa e da negociação", completou.

Na terça-feira (8), Lula já havia criticado o tarifaço de Trump, dizendo que a medida representava um "cavalo de pau" contra o mundo e que ela "não terá sucesso".

Em seu discurso na Celac, Lula também condenou sanções unilaterais contra países da região, como o embargo a Cuba e as restrições à Venezuela, além de destacar a crise no Haiti como uma questão que exige uma ação conjunta dos países latino-americanos e caribenhos.

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