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Fraudes no INSS podem gerar penas superiores a 30 anos, alerta relator da CPMI

"Eu espero que sejam muitos mais anos para colocar na cadeia esses criminosos", afirmou Alfredo Gaspar.

As penas para os operadores das fraudes que lesaram milhares de aposentados e pensionistas do INSS podem ultrapassar 30 anos de prisão, segundo avaliação do deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as irregularidades. As informações são do colunista Paulo Cappelli.

De acordo com Gaspar, as punições variam conforme as condutas e os crimes identificados durante a apuração conduzida pela Polícia Federal (PF). “Não dá para falar em pena máxima sem analisar o Código Penal. Podemos ter organização criminosa, lavagem de dinheiro, crimes contra a administração pública, corrupção, concussão, fraudes previdenciárias e também falsidade ideológica.”

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos DeputadosDeputado Alfredo Gaspar
Deputado Alfredo Gaspar

O parlamentar destacou que, se for feita uma análise preliminar, esses crimes podem levar a mais de 30 anos de prisão. “Mas eu espero que sejam muitos mais anos para colocar na cadeia esses criminosos que tiveram essa ousadia”, afirmou Gaspar, que também é promotor de Justiça e já chefiou o Ministério Público de Alagoas.

Gaspar, que atuou 24 anos como procurador do Ministério Público de Alagoas, destacou que a gravidade dos crimes investigados será considerada na dosimetria das penas. “Os fatos já tornados públicos têm tipicidades penais muito graves e que ultrapassam esse limite de tempo [de 30 anos]. O que vai acontecer, efetivamente, dependerá da adequação da conduta do criminoso ao tipo de delito, e eu espero que a pena seja suficiente para servir de exemplo e combater a impunidade”, afirmou.

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