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PGR se manifesta contra polícia dentro da casa do ex-presidente Bolsonaro

Segundo Paulo Gonet, não há, no momento, necessidade de adotar “soluções mais gravosas".

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou nesta sexta-feira (29) contra o pedido de reforço de policiamento dentro da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A solicitação havia sido feita pela Polícia Federal (PF) como medida para garantir a prisão domiciliar do ex-presidente.

Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, não há, no momento, necessidade de adotar “soluções mais gravosas” do que a prisão domiciliar, já que não foi relatada nenhuma “situação crítica” na casa de Bolsonaro. Ele também avaliou como desnecessária a presença física contínua de policiais na área descoberta do imóvel.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência BrasilJair Bolsonaro
Jair Bolsonaro

Gonet, no entanto, pediu que seja determinado ao ex-presidente manter os acessos livres de obstruções, de forma a facilitar eventual ação policial. O procurador destacou ainda que são necessárias medidas para reduzir o risco de fuga, lembrando que investigações recentes apontaram um pedido de asilo de Bolsonaro na Argentina, além da proximidade do ex-presidente com dirigentes estrangeiros, o que poderia facilitar uma tentativa de refúgio em embaixadas.

Apesar disso, o procurador ressaltou a importância de se manter um “equilíbrio entre o status de Bolsonaro e os interesses da Justiça Pública”. A decisão final caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que não é obrigado a seguir a recomendação da PGR. Nesta semana, Moraes já havia autorizado reforço de policiamento no entorno da residência, a pedido da PF.

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