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Presidente do TCU diz que não é papel da Corte reverter liquidação do Master

Vital do Rêgo Filho reforçou que o órgão tem competência sobre a fiscalização de todo o processo.

O ministro Vital do Rêgo Filho, presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), descartou que a Corte tente reverter a liquidação do Banco Master. Em entrevista ao SBT News, nesta sexta-feira (09), o ministro reforçou que o TCU tem competência para fiscalizar todo o processo e a atuação do Banco Central (BC).

“Quem tinha que liquidar ou não o Banco Master era o Banco Central. O TCU não entra nessa história. O TCU tem competência para fiscalizar todos os entes da administração direta, indireta e autárquica. Portanto, somos fiscalizadores de segunda ordem. O TCU não entra nessa discussão sobre o liquidante, mas entra na discussão da legalidade do processo. E não cabe ao TCU fazer uma reversão da liquidação”, pontuou o presidente da Corte de Contas da União.

Foto: Antonio Leal/TCUVital do Rêgo Filho
Vital do Rêgo Filho

Ele ainda afirmou que o processo deve ser concluído em breve. “Vejo esse processo terminar rapidamente no tribunal, até porque os elementos que vamos buscar no Banco Central poderão ser bastante efetivos para que possamos concluir esse processo com celeridade”, declarou Rêgo Filho.

A liquidação extrajudicial do Banco Master foi decretada em novembro de 2025. O Banco Central justificou a medida em razão de uma grave crise de liquidez e do comprometimento significativo da situação econômico-financeira da instituição, entre outros problemas.

O TCU ingressou no tema em dezembro do mesmo ano, ocasião em que o ministro Jhonatan de Jesus deu o prazo de 72 horas para que o Banco Central justificasse a “medida extrema”. Em janeiro de 2026, o caso ganhou um novo desdobramento, quando o ministro determinou que fosse realizada uma inspeção no Banco Central “com a máxima urgência”.

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