A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que ele receba visitas específicas enquanto cumpre prisão na unidade conhecida como Papudinha. Entre os nomes citados no pedido estão o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o assessor parlamentar Diego Torres e o pecuarista Bruno Scheid.
Diego Torres é irmão da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e mantém relação próxima com o governador paulista. Já Bruno Scheid ocupa o cargo de vice-presidente do Partido Liberal (PL) em Rondônia e atua no setor agropecuário. Segundo a defesa, as visitas teriam caráter pessoal e político.
Bolsonaro está detido desde a última quinta-feira, dia 15, após decisão judicial que determinou o cumprimento da medida em regime penitenciário. O pedido de autorização segue os protocolos exigidos pelo STF para visitas a presos sob custódia determinada pela Corte.
De acordo com informações da revista Oeste, a transferência do ex-presidente para esse regime ocorreu após articulações políticas que envolveram o governador Tarcísio de Freitas e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que atuaram nos bastidores durante o processo.
Rodrigo Mendes
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