O 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, onde Jair Bolsonaro (PL) está custodiado, passou a exigir que todos os profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento do ex-presidente assinem um termo de confidencialidade. As novas regras constam em um memorando datado da última sexta-feira (23) e divulgado pelo portal Metrópoles.
De acordo com o documento, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e demais integrantes da equipe de saúde escalados para o atendimento deverão, obrigatoriamente, passar por inspeção em scanner corporal antes de acessar as dependências do Núcleo de Custódia da Polícia Militar (NCPM). A revista será feita por agentes da própria unidade, e os profissionais deverão seguir todas as orientações durante o procedimento.
O memorando também proíbe a entrada com armas de fogo, objetos perfurocortantes que não sejam estritamente necessários para atendimentos de emergência, como facas, socos-ingleses ou qualquer item que possa representar risco à segurança. Após a inspeção e a liberação, o profissional será acompanhado até o local do atendimento. Ainda segundo o texto, a assinatura do Termo de Responsabilidade, Confidencialidade e Sigilo da Informação é obrigatória para todos.
A corporação justifica as medidas como necessárias para assegurar o cumprimento da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que determinou atendimento médico integral ao ex-presidente, além de garantir a segurança interna das instalações do NCPM.
Bolsonaro foi preso após tentar danificar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda e, inicialmente, encaminhado à Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Posteriormente, foi transferido para o 19º Batalhão da PMDF após um acidente em sua cela. Segundo a equipe médica, ele sofreu um traumatismo cranioencefálico leve ao cair da cama e bater a cabeça em um móvel. Em razão do ocorrido, Moraes autorizou a realização de exames no hospital DF Star e, na sequência, determinou a mudança do local de cumprimento da pena, fixada em 27 anos e três meses.
Rodrigo Mendes
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