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Justiça concede liberdade provisória a ex-CEO da Hurb após audiência

Decisão estabelece o cumprimento de medidas cautelares para que o empresário permaneça em liberdade.

Após participar de audiência de custódia realizada nesta terça-feira (6), João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da Hurb, obteve liberdade provisória concedida pelo Tribunal de Justiça do Ceará. A decisão estabelece o cumprimento de uma série de medidas cautelares para que o empresário permaneça em liberdade enquanto o processo segue em tramitação.

Entre as determinações impostas pela Justiça estão o comparecimento mensal ao juízo até o quinto dia útil, no fórum da comarca de residência, além da proibição de deixar a cidade sem autorização judicial. João Ricardo também deverá permanecer em casa diariamente a partir das 19h, não frequentar estabelecimentos que comercializem bebidas alcoólicas e não voltar a ser preso durante o período de vigência das medidas.

Foto: Reprodução/InstagramJoão Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da Hurb
João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da Hurb

As condições impostas atendem a pedido do Ministério Público, que levou em consideração o fato de o ex-CEO já estar submetido a monitoramento eletrônico em outro processo em curso no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Em razão disso, o juiz responsável pelo caso no Ceará decidiu não determinar a instalação de uma nova tornozeleira eletrônica.

Na terça-feira (6), o Ministério Público do Rio de Janeiro solicitou a prisão preventiva de João Ricardo, alegando descumprimento de medidas cautelares anteriormente impostas. O pedido teve como base a prisão ocorrida na segunda-feira (5), no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, quando o empresário foi detido por tentativa de uso de documento falso e por estar com a tornozeleira eletrônica descarregada.

As medidas cautelares atuais decorrem de investigações iniciadas no começo de 2025, quando João Ricardo foi preso em flagrante pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, acusado de furto de obras de arte em um hotel de luxo e em um escritório de arquitetura na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense. Em maio daquele ano, o Ministério Público ofereceu denúncia por furto qualificado e adulteração de identificação veicular. Após cumprir prisão preventiva, o empresário passou a responder em liberdade, sob monitoramento eletrônico e com obrigação de apresentar relatórios médicos mensais.

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