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Presidente da Unafisco depõe à PF no inquérito das fake news após criticar operação autorizada por Moraes

Kléber Cabral prestou depoimento à corporação nesta sexta-feira (20), na condição de investigado.

Após criticar a operação contra servidores do Fisco autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), Kléber Cabral, é investigado no inquérito das fake news. Ele prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (20).

Em nota, a Unafisco afirmou que o presidente “foi ouvido na condição de investigado no âmbito do chamado Inquérito das Fake News, apenas em razão das declarações concedidas à imprensa na quarta-feira, 18 de fevereiro”. O caso tramita em sigilo.

Foto: Edilson Rodrigues/Agência SenadoPresidente da Unafisco, Kléber Cabral criticou operação autorizada por Moraes
Presidente da Unafisco, Kléber Cabral criticou operação autorizada por Moraes

No dia 17 de fevereiro, a PF deflagrou a operação em que cumpriu mandados de busca e apreensão, além da aplicação de medidas cautelares contra servidores da Receita e do Serpro. Alguns dos alvos da ação policial estão sob monitoramento eletrônico e foram afastados de suas funções.

Depois da operação, Cabral afirmou em entrevistas que a aplicação de restrições sem processo administrativo prévio ou prova de crime grave seria uma tentativa de “humilhar, constranger e amedrontar” a categoria.

A investigação contra o presidente da Unafisco está vinculada ao inquérito das fake news no STF, que apura suspeitas de vazamentos de dados sigilosos de ministros e de seus familiares.

Confira a nota da Unafisco na íntegra

O presidente da Unafisco Nacional, auditor-fiscal Kleber Cabral, prestou depoimento hoje, de modo remoto, à Polícia Federal.

Ele foi ouvido na condição de investigado no âmbito do chamado Inquérito das Fake News, apenas em razão das declarações concedidas à imprensa na quarta-feira, 18 de fevereiro.

Conforme informado pela autoridade policial, o procedimento tramita sob sigilo, razão pela qual o presidente da entidade não poderá comentar o conteúdo do depoimento neste momento.

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