A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (25), a Operação Hydra com o objetivo de desarticular uma associação criminosa suspeita de praticar fraudes reiteradas contra a Caixa Econômica Federal na Bahia.
Ao todo, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão nos municípios de Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas, Paulo Afonso e Itabuna. A ação contou com a participação de 35 policiais federais, com apoio da Patamo da Polícia Militar da Bahia.
Esquema de fraudes
De acordo com as investigações conduzidas pela PF, o grupo criminoso realizava a abertura de contas bancárias em nome de terceiros, utilizando documentos falsos. Em seguida, eram contratadas operações de crédito de forma fraudulenta junto à instituição financeira, com posterior saque ilícito dos valores obtidos.
As apurações indicam que o esquema causou um prejuízo estimado em aproximadamente R$ 1,2 milhão.
Apoio da área de inteligência
A investigação contou com informações sistematizadas fornecidas pela área de Inteligência de Segurança da Caixa, consideradas fundamentais para a identificação da dinâmica do grupo e dos envolvidos.
Crimes investigados
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato contra a União e associação criminosa. O estelionato praticado contra entidade de direito público prevê pena de reclusão de um a cinco anos e multa, podendo ser aplicada em dobro quando cometido em detrimento de entidade pública, o que pode elevar a pena para até 10 anos de reclusão, além de multa.
Já o crime de associação criminosa prevê pena de reclusão de um a três anos. As investigações terão continuidade com a análise do material apreendido, oitivas dos investigados e realização de novas diligências.
Brunno Suênio
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