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Defesa deve apresentar novo pedido de prisão domiciliar após internação de Bolsonaro, diz Flávio Bolsonaro

Declaração foi dada depois dele ser internado novamente, desta vez, diagnosticado com broncopneumonia.

Na noite deste sábado (14), após visitar o pai no hospital, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro deve apresentar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária. A declaração foi dada depois de Bolsonaro ser internado novamente, desta vez diagnosticado com broncopneumonia e mantido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A visita ocorreu no Hospital DF Star, onde o ex-presidente está hospitalizado. Segundo Flávio, o quadro recente reforça a necessidade de que Bolsonaro tenha acompanhamento permanente. De acordo com o senador, a situação de saúde do pai demonstra a importância de assistência contínua. “Isso reforça a necessidade de ele ter acompanhamento permanente, seja de familiares ou de profissionais de saúde, 24 horas por dia. Isso é possível em casa”, afirmou.

Foto: Reprodução/InstagramJair Bolsonaro (PL)
Jair Bolsonaro (PL)

Questionado sobre a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes do STF, rever a decisão anterior que negou o pedido de prisão domiciliar, o parlamentar disse que a nova internação pode ser considerada um “fato novo”.

Segundo Flávio, a defesa aguarda a conclusão de um laudo médico atualizado para formalizar novamente o pedido. “Estamos aguardando a elaboração do laudo médico em função desse fato novo. Assim que esse documento estiver pronto, a defesa do presidente vai mais uma vez solicitar a domiciliar humanitária”, declarou. Ele acrescentou ainda um novo apelo para que a solicitação seja analisada rapidamente.

O senador também alertou para possíveis efeitos colaterais provocados pelos medicamentos utilizados no tratamento de Bolsonaro. Na avaliação dele, esses efeitos podem gerar riscos caso o ex-presidente não tenha assistência imediata.

“O problema não é o local em si. Ele é muito bem tratado ali, mas dorme sozinho e passa grande parte do dia sozinho. Nossa preocupação é que ele tenha algum efeito colateral do remédio que toma, sofra um acidente e alguém demore a encontrá-lo. Se ele ficar desacordado, por exemplo, isso pode resultar na morte dele”, afirmou.

Na manhã de sexta-feira (13), Bolsonaro foi levado às pressas ao hospital após atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Boletim médico divulgado neste sábado informa que o ex-presidente permanece “clinicamente estável”, mas apresentou piora na função renal e aumento dos marcadores inflamatórios. Até o momento, não há previsão de alta da UTI.

Desde 15 de janeiro, Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão na chamada Papudinha, unidade localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

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