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Hugo Motta fecha acordo e deputados terão “folga” na próxima semana

A medida tem como objetivo liberar a agenda dos parlamentares para a troca de partidos.

O presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Hugo Motta (Republicanos-PB), firmou um acordo com líderes partidários, nesta terça-feira (24), para cancelar todas as sessões deliberativas da próxima semana.

A medida tem como objetivo liberar a agenda dos parlamentares para a troca de partidos visando as eleições. O prazo da chamada “janela partidária” se encerra na próxima sexta-feira (3). A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo.

Foto: Vinicius Loures/Câmara dos DeputadosPlenário da Câmara dos Deputados
Plenário da Câmara dos Deputados

Nesta semana, as sessões seguem mantidas para votação de pautas prioritárias, com possibilidade de participação remota dos parlamentares. Nesta quinta-feira (26), deve ser analisada uma medida provisória que equipara os salários dos agentes de segurança pública do Distrito Federal aos dos agentes federais. A proposta prevê reajuste de 23% nos vencimentos e no auxílio-moradia, com impacto estimado de R$ 2,9 bilhões em 2026.

Outro projeto em pauta estabelece uma nova exigência para a venda de veículos. Caso seja aprovado, passará a ser obrigatória a apresentação de certidão que comprove que o automóvel não possui envolvimento em crimes como apropriação indébita, estelionato, roubo ou furto, como condição para a transferência.

Tradicionalmente, a Câmara não realiza sessões deliberativas às sextas-feiras. Para esta sexta (27), o calendário oficial prevê apenas a visita das deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Maria do Rosário (PT-RS) à sede do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, onde serão entregues sugestões voltadas ao enfrentamento do feminicídio no estado.

Para a próxima semana, está prevista apenas uma sessão solene em homenagem ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo, marcada para terça-feira (31). Já as reuniões destinadas a discutir o Plano Pena Justa, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça, e o contrato de concessão ferroviária da Rumo Malha Sul foram canceladas.

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