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CPMI do INSS pede indiciamento de Lulinha, Carlos Lupi e vice-líder do Governo Lula

Os nomes das mais de 200 pessoas constam no relatório final, com cerca de 4,3 mil páginas.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS pediu o indiciamento de 218 pessoas nesta sexta-feira (27), durante a última sessão dos trabalhos, marcada por forte tensão e embates entre parlamentares. Entre os principais nomes citados no relatório estão Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), o ex-ministro Carlos Lupi, o senador Weverton Rocha, o deputado federal Euclydes Pettersen e o deputado estadual Edson Cunha de Araújo.

Os nomes constam no relatório final, com cerca de 4,3 mil páginas, apresentado pelo relator Alfredo Gaspar. No documento, o parlamentar afirma que o esquema investigado envolvia agentes públicos e privados em diferentes níveis de poder, incluindo autoridades políticas.

Foto: ReproduçãoLulinha, filho do presidente Lula
Lulinha, filho do presidente Lula

Durante a leitura, Gaspar declarou que a comissão identificou a atuação de integrantes do alto escalão político e econômico no que classificou como um “assalto a aposentados”. Segundo ele, ministros de Estado, parlamentares e dirigentes de órgãos públicos teriam, em diferentes momentos, incentivado ou acobertado irregularidades relacionadas à cobrança indevida de mensalidades de beneficiários do INSS.

O relatório também aponta que um senador da República foi descrito pela Polícia Federal como liderança do esquema, além de citar a participação de presidentes e diretores do INSS que teriam sido mencionados em planilhas de propina.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi incluído na lista de indiciados, assim como o ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, o documento menciona o envolvimento indireto do petista por meio de seu filho, que, segundo a CPMI, teria ligação com o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e apontado como operador central do esquema.

De acordo com as investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 40 bilhões ao longo de anos, com apoio de fintechs e empresas de fachada. O esquema envolveria ainda deputados federais, servidores públicos e dirigentes de entidades, que negociavam percentuais sobre os valores obtidos de forma irregular.

A leitura do relatório deve se estender ao longo do dia e pode avançar para uma sessão extra neste sábado (28), prazo final da CPMI. A apresentação ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) negar, por 8 votos a 2, a prorrogação dos trabalhos da comissão, revertendo decisão liminar anterior do ministro André Mendonça que previa a extensão por mais 60 dias.

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