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Casal desviou emendas parlamentares e comprou casa de R$ 1 milhão em Porto Alegre, aponta polícia

Operação investiga esquema de desvio de recursos públicos destinados a entidades sociais.

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Sunset para investigar um esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares impositivas no município de Porto Alegre. As apurações apontam que parte do dinheiro teria sido direcionada irregularmente e utilizada para aquisição de bens, incluindo uma casa avaliada em cerca de R$ 1 milhão. A ação foi conduzida pelo Departamento Estadual de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Dercap).

Durante a operação, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva. As ordens judiciais foram executadas nas cidades de Porto Alegre, Guaíba e Campo Bom. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros de até R$ 400 mil por investigado, medida que busca preservar recursos que possam ter sido desviados.

Foto: Divulgação/Polícia Civil do Rio Grande do SulPolícia Civil do Rio Grande do Sul
Polícia Civil do Rio Grande do Sul

Até o momento, quatro pessoas foram presas no decorrer das diligências. Também foram apreendidas duas armas de fogo. As prisões preventivas foram determinadas pela 1ª Vara Estadual de Processo e Julgamento dos Crimes de Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro contra um casal suspeito de participar do esquema investigado.

De acordo com a investigação, um servidor que atuava como chefe de gabinete na Câmara Municipal de Porto Alegre teria utilizado o acesso ao sistema legislativo para direcionar emendas parlamentares a determinadas entidades. A suspeita é de que esse procedimento tenha ocorrido sem o conhecimento do parlamentar responsável pela indicação dos recursos.

A análise financeira realizada pela polícia identificou movimentações consideradas incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. Parte dos valores transferidos para entidades beneficiadas pelas emendas teria sido posteriormente redirecionada para contas pessoais e de familiares, segundo os dados reunidos no inquérito.

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