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Saiba quem é Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB preso nesta manhã pela Polícia Federal

Investigação aponta suspeita de propina em negociações com o Banco Master e compra de imóveis.

Preso na manhã desta quinta-feira (16), Paulo Henrique Costa comandou o Banco de Brasília (BRB) por mais de seis anos. Ele esteve à frente da instituição entre fevereiro de 2019 e novembro de 2025. Durante sua administração, o BRB realizou a compra de ativos podres do Banco Master, instituição ligada a Daniel Vorcaro.

Formado em administração de empresas, Paulo possui especializações na área financeira cursadas no exterior e acumula mais de duas décadas de atuação no mercado financeiro. Antes de assumir a presidência do BRB, ocupava o cargo de vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital na Caixa Econômica Federal.

Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência BrasíliaPaulo Henrique Costa
Paulo Henrique Costa

Entre 2011 e 2013, também exerceu a função de diretor de controladoria e compliance no Banco Panamericano.

Paulo Henrique Costa foi detido pela Polícia Federal nesta quinta-feira (16), durante uma nova etapa da Operação Compliance Zero. O advogado Daniel Monteiro, que teria atuado como representante do Banco Master em tratativas com o BRB, também acabou preso. A ação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e corre sob sigilo.

De acordo com informações iniciais obtidas pelo portal Metrópoles, a detenção está relacionada a uma suposta propina paga pelo Banco Master em negociações com o BRB. O caso envolveria o ex-presidente da instituição e a negociação de seis imóveis, avaliados em R$ 140 milhões.

Os recursos teriam sido destinados à aquisição de seis propriedades: quatro localizadas em São Paulo e duas em Brasília. Esta é a quarta fase da Operação Compliance Zero, que apura um esquema de lavagem de dinheiro voltado ao pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

Agentes da Polícia Federal cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete ordens de busca e apreensão, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e em São Paulo.

As investigações abrangem suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e participação em organização criminosa.

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