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MPF denuncia grupo por esquema fraudulento em concurso da Polícia Federal

Esquema envolvia envio de respostas em tempo real e cobranças que superavam R$ 280 mil.

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou dez pessoas suspeitas de participação em um esquema de fraude em concurso público. As investigações apuram irregularidades no certame da Polícia Federal (PF) realizado em 2025 para o cargo de delegado. O MPF atribui aos acusados crimes como organização criminosa, fraude em concurso de interesse público, lavagem de dinheiro, corrupção e falsidade documental. De acordo com o órgão, o grupo atuava em diversos estados e possuía uma estrutura bem organizada.

A denúncia aponta uma divisão definida de tarefas dentro do esquema. Os envolvidos se organizavam entre gestores, intermediários, responsáveis pela resolução das provas, executores da captação de imagens e candidatos beneficiados. As apurações indicam que o grupo operava com bases na Paraíba, em Pernambuco e em Alagoas. A atuação ocorria de forma coordenada, com planejamento prévio e execução simultânea das etapas do esquema.

Foto: Izabella Furtado/GP1Superintendência da Polícia Federal em Teresina
Superintendência da Polícia Federal em Teresina

Segundo as investigações, integrantes infiltrados registravam imagens das provas, que eram enviadas em tempo real para especialistas encarregados de resolver as questões. Em seguida, os gabaritos eram repassados aos candidatos mediante pagamento. Os valores seguiam uma lógica comercial baseada no salário inicial do cargo, podendo ultrapassar R$ 280 mil por participante, conforme a denúncia.

O concurso investigado foi realizado em 27 de julho de 2025. O MPF afirma que ao menos um dos beneficiários tinha ligação direta com o núcleo da organização.

"Elementos de prova incluem movimentações financeiras atípicas e trocas de mensagens que evidenciam a participação no esquema”, informou o MPF.

O órgão também solicitou a revogação dos acordos de colaboração premiada de dois denunciados. Segundo o MPF, eles teriam descumprido as condições estabelecidas ao omitir informações e manter práticas ilícitas durante a vigência dos acordos.

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