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PF impõe sigilo sobre lista de visitantes de Daniel Vorcaro em presídios federais

A Polícia Federal justificou a medida com base na proteção de dados pessoais sensíveis.

A Polícia Federal decidiu restringir o acesso à lista de visitantes do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, durante o período em que ele esteve custodiado em unidades prisionais federais. A corporação justificou a medida com base na proteção de dados pessoais sensíveis, tanto dos visitantes quanto dos detentos.

De acordo com a PF, os registros de visitação incluem informações como nomes completos, números de CPF, datas e horários das visitas, além do grau de parentesco entre os visitantes e o preso.

Foto: ReproduçãoDaniel Vorcaro
Daniel Vorcaro

Em nota, a corporação destacou que o tratamento dessas informações deve respeitar garantias constitucionais ligadas à intimidade, à vida privada, à honra e à imagem das pessoas envolvidas.

Daniel Vorcaro já passou por diferentes unidades prisionais desde o início de sua custódia, incluindo o Centro de Detenção Provisória de Guarulhos, a Penitenciária II de Potim, a Penitenciária Federal de Brasília e a carceragem da Superintendência da Polícia Federal na capital federal, além do período em prisão domiciliar.

Na última sexta-feira (22), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência de Vorcaro de volta para a Sala de Estado-Maior da Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A decisão atendeu a um pedido da defesa do ex-banqueiro.

Os advogados alegaram que a cela onde ele estava desde 18 de maio apresentava condições inadequadas, sem banheiro separado, chuveiro ou estrutura mínima de higiene. Segundo a defesa, o sanitário estava instalado diretamente no chão e o fornecimento de água ocorria por meio de uma abertura improvisada na parede.

Preso desde 4 de março no âmbito da Operação Compliance Zero, Vorcaro chegou a manifestar interesse em firmar um acordo de colaboração premiada com as autoridades.

No entanto, a proposta foi rejeitada formalmente pela Polícia Federal. Segundo investigadores, as informações apresentadas pelo ex-banqueiro não trouxeram elementos considerados inéditos e deixaram de abordar fatos que já haviam sido identificados em mensagens e arquivos apreendidos ao longo da investigação.

Além disso, a corporação avaliou que não houve demonstração suficiente de boa-fé, requisito considerado essencial para a celebração de acordos dessa natureza.

Diante da negativa, a defesa de Daniel Vorcaro pretende agora tentar negociar diretamente com a Procuradoria-Geral da República (PGR), embora qualquer eventual acordo ainda dependa de autorização do Supremo Tribunal Federal.

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