O chef italiano Fabio Mattiuzzo foi preso em Fortaleza, no Ceará, após ser condenado por fraudes cometidas em seu país de origem. Ele permanece detido no Brasil enquanto aguarda autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para ser extraditado à Itália, onde deverá cumprir pena superior a cinco anos de prisão.
A prisão preventiva foi determinada pelo ministro Flávio Dino no dia 9 de março e cumprida em 13 de março pela Polícia Federal. Segundo as autoridades, após a autorização do STF, Mattiuzzo deverá passar por extradição passiva, procedimento no qual agentes italianos vêm ao Brasil para buscá-lo e levá-lo de volta à Europa.
O chef construiu carreira em Fortaleza, onde trabalhou em restaurantes de alto padrão, comandando cozinhas com foco na culinária italiana e francesa. Antes disso, acumulou experiências profissionais em países como Itália, França, Suíça e Espanha.
Ele chegou ao Brasil em 2014, após receber um convite de trabalho, e acabou se estabelecendo na capital cearense, onde também participou de eventos gastronômicos e corporativos. Mattiuzzo estava na lista de procurados da Interpol desde junho de 2025, visto que na Itália, ele foi condenado por falência fraudulenta agravada após atuar como diretor de empresas que quebraram entre 2009 e 2011.
As investigações apontam desvio de recursos para despesas pessoais, incluindo valores superiores a 96 mil euros, além da ocultação e destruição de documentos contábeis. Segundo a Justiça italiana, os crimes têm equivalência no Brasil com delitos como apropriação indébita e fraude a credores, e não estão prescritos.