O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre foi de 0,8% ante o trimestre anterior. O resultado, que foi puxado por resultados pífios da indústria e da agropecuária no período, mostrou uma desaceleração em relação ao trimestre anterior, quando a economia havia crescido 1,2%.
O mercado estava apreensivo com a divulgação do número, mas não houve surpresas. Analistas consultados pelo AE Projeções esperavam uma expansão de 0,35% a uma alta de 1,10%. A média das projeções era de 0,80%.
"Realmente a gente vê uma desaceleração do crescimento. A gente continua crescendo, mas em uma taxa mais baixa. Mas temos que lembrar que as taxas mais altas de 2010 têm a ver com o ano de comparação, 2009, que era ano da crise", assinalou Rebeca de La Rocque Palis, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Foi um recuo generalizado. Vimos que todas as atividades econômicas tiveram taxas de crescimento menores na comparação com mesmo trimestre do ano passado, do que tinham registrado no primeiro trimestre, no mesmo período de comparação, com exceção dos serviços de informação. Todas as outras atividades tiveram taxas de crescimento inferiores", salientou.
O PIB é a soma das riquezas produzidas dentro do país, incluindo nesse cálculo empresas nacionais e estrangeiras localizadas em território nacional. Nesse cálculo entram os resultados da indústria (que respondem por 30% do total), serviços (65%) e agropecuária (5%). Veja abaixo o desempenho de cada um desses setores no segundo trimestre:
Indústria - crescimento de 0,2% no segundo trimestre, ante o primeiro trimestre do ano. Na comparação com o segundo trimestre de 2010, o PIB da indústria subiu 1,7% no segundo trimestre de 2011 - a mais fraca desde o ano da crise, no terceiro trimestre de 2009 (-7,7%). No primeiro semestre de 2011, o PIB da indústria cresceu 2,6% em relação ao primeiro semestre de 2010. No acumulado em 12 meses até junho, a variação do PIB da indústria acumula alta de 4,4%.
"Hoje, o patamar de produção de quase todas as atividades econômicas já superou o período pré-crise. A indústria da transformação é a única que está operando ainda em patamar um pouco abaixo", acrescentou a gerente do IBGE.
Agropecuária - queda de 0,1% no segundo trimestre contra o primeiro trimestre do ano. Na comparação com o segundo trimestre de 2010, mostrou estabilidade (0,0%). No primeiro semestre de 2011, o PIB da agropecuária cresceu 1,4% em relação ao primeiro semestre de 2010. Em 12 meses até junho, a alta é de 2,6%.
Serviços - crescimento de 0,8% no segundo trimestre contra o primeiro trimestre do ano. Na comparação com o segundo trimestre de 2010, mostrou alta 3,4% no segundo trimestre de 2011. No primeiro semestre de 2011, cresceu 3,7% em relação ao primeiro semestre de 2010. Em 12 meses até junho, o PIB acumula variação de 4,2%. O destaque ficou por conta da área de serviços de informação, com crescimento de 1,9%. Serviços com intermediação financeira e seguros cresceram 1,6% e comércio, 1,1%.
Comparação com 2010
Na comparação com o segundo trimestre de 2010, o PIB brasileiro apresentou alta de 3,1% no trimestre passado. As estimativas do AE Projeções para essa base de comparação variavam de expansão de 2,70% a 3,80%, com mediana de 3,20%.
No acumulado do primeiro semestre de 2011, o PIB brasileiro cresceu 3,6% em relação ao primeiro semestre de 2010. É a taxa mais fraca para um primeiro semestre desde 2009, o ano da crise global. Segundo o IBGE, a taxa de elevação do PIB no primeiro semestre do ano passado foi de 9,2%. Já a variação do PIB no primeiro semestre de 2009 foi negativa, com recuo de 2,9%.
Ainda segundo o IBGE, o PIB do segundo trimestre deste ano em valores correntes somou R$ 1,021 trilhão.
O mercado estava apreensivo com a divulgação do número, mas não houve surpresas. Analistas consultados pelo AE Projeções esperavam uma expansão de 0,35% a uma alta de 1,10%. A média das projeções era de 0,80%.
"Realmente a gente vê uma desaceleração do crescimento. A gente continua crescendo, mas em uma taxa mais baixa. Mas temos que lembrar que as taxas mais altas de 2010 têm a ver com o ano de comparação, 2009, que era ano da crise", assinalou Rebeca de La Rocque Palis, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Foi um recuo generalizado. Vimos que todas as atividades econômicas tiveram taxas de crescimento menores na comparação com mesmo trimestre do ano passado, do que tinham registrado no primeiro trimestre, no mesmo período de comparação, com exceção dos serviços de informação. Todas as outras atividades tiveram taxas de crescimento inferiores", salientou.
O PIB é a soma das riquezas produzidas dentro do país, incluindo nesse cálculo empresas nacionais e estrangeiras localizadas em território nacional. Nesse cálculo entram os resultados da indústria (que respondem por 30% do total), serviços (65%) e agropecuária (5%). Veja abaixo o desempenho de cada um desses setores no segundo trimestre:
Indústria - crescimento de 0,2% no segundo trimestre, ante o primeiro trimestre do ano. Na comparação com o segundo trimestre de 2010, o PIB da indústria subiu 1,7% no segundo trimestre de 2011 - a mais fraca desde o ano da crise, no terceiro trimestre de 2009 (-7,7%). No primeiro semestre de 2011, o PIB da indústria cresceu 2,6% em relação ao primeiro semestre de 2010. No acumulado em 12 meses até junho, a variação do PIB da indústria acumula alta de 4,4%.
"Hoje, o patamar de produção de quase todas as atividades econômicas já superou o período pré-crise. A indústria da transformação é a única que está operando ainda em patamar um pouco abaixo", acrescentou a gerente do IBGE.
Agropecuária - queda de 0,1% no segundo trimestre contra o primeiro trimestre do ano. Na comparação com o segundo trimestre de 2010, mostrou estabilidade (0,0%). No primeiro semestre de 2011, o PIB da agropecuária cresceu 1,4% em relação ao primeiro semestre de 2010. Em 12 meses até junho, a alta é de 2,6%.
Serviços - crescimento de 0,8% no segundo trimestre contra o primeiro trimestre do ano. Na comparação com o segundo trimestre de 2010, mostrou alta 3,4% no segundo trimestre de 2011. No primeiro semestre de 2011, cresceu 3,7% em relação ao primeiro semestre de 2010. Em 12 meses até junho, o PIB acumula variação de 4,2%. O destaque ficou por conta da área de serviços de informação, com crescimento de 1,9%. Serviços com intermediação financeira e seguros cresceram 1,6% e comércio, 1,1%.
Comparação com 2010
Na comparação com o segundo trimestre de 2010, o PIB brasileiro apresentou alta de 3,1% no trimestre passado. As estimativas do AE Projeções para essa base de comparação variavam de expansão de 2,70% a 3,80%, com mediana de 3,20%.
No acumulado do primeiro semestre de 2011, o PIB brasileiro cresceu 3,6% em relação ao primeiro semestre de 2010. É a taxa mais fraca para um primeiro semestre desde 2009, o ano da crise global. Segundo o IBGE, a taxa de elevação do PIB no primeiro semestre do ano passado foi de 9,2%. Já a variação do PIB no primeiro semestre de 2009 foi negativa, com recuo de 2,9%.
Ainda segundo o IBGE, o PIB do segundo trimestre deste ano em valores correntes somou R$ 1,021 trilhão.
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