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Economia e Negócios

Europeus fazem protestos um dia antes de cúpula da União Europeia

As mobilizações fazem parte de um dia de ação, convocado por organizações sindicais europeias, contra medidas que austeridade na Grécia e em outras economias da zona do euro que es

Protestos contra medidas de austeridade que estão sendo impostas a países da zona do euro foram realizados na Bélgica, na Espanha e na Grécia nesta quarta-feira, 29, um dia antes de uma cúpula da União Europeia (UE) que tem como tema central o combate ao desemprego e o estímulo do crescimento econômico na região.

As mobilizações fazem parte de um dia de ação, convocado por organizações sindicais europeias, contra medidas que austeridade na Grécia e em outras economias da zona do euro que estão em dificultadas.

Em frente à sede da UE em Bruxelas, centenas de sindicalistas exigiam drásticas mudanças políticas dos líderes que participarão da reunião. Representantes da Confederação Sindical Europeia (CSE) encontraram-se com o presidente do bloco, Herman Van Rompuy, para apresentar suas demandas.

Em vez das medidas de austeridade que atingem os rendimentos dos trabalhadores, os sindicatos sugerem um imposto sobre transações financeiras e repressão à evasão fiscal.

"Chega. Medidas de austeridade não funcionam", disse o líder da CSE, Bernadette Segol. "Nós temos alternativas e a Europa deve trabalhar por emprego e justiça social. E não tivemos nada disso até agora", disse Segol durante a manifestação. Além das centenas de manifestantes do lado de fora da sede da UE, mais de 1.000 ativistas sindicais protestaram do lado de fora do banco nacional belga.

Estudantes de toda a Espanha realizaram protestos nesta quarta-feira contra os cortes no orçamento e a política de violência contra manifestantes. Associações estudantis convocaram marchas em cidades de todo o país para protestar contra as medidas de austeridade que, segundo afirmam, estão prejudicando o ensino e cortando os empregos de milhares de professores.

Quase 29% dos espanhóis estão desempregados e o país enfrenta uma grave crise. Funcionários públicos da região central de Castilha La Mancha convocaram uma greve para protestar contra cortes de 8% nos salários.

Sindicatos gregos também realizaram paralisações nesta quarta-feira, horas depois da aprovação de novas medidas orçamentárias que incluem um corte de 22% no salário mínimo, assim como reduções em aposentadorias e benefícios previdenciários.

Os principais sindicatos do país, o GSEE, do setor privado, e o ADEDY, que reúne funcionários públicos, convocaram uma paralisação de três horas e uma manifestação no centro de Atenas nesta noite.

O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, reconheceu que os sacrifícios necessários para superar a crise financeira devem ser melhor distribuídos se a Europa quiser manter seu modelo de bem-estar social.

"Sacrifícios estão sendo feito de forma injusta", declarou Barroso após reunião com líderes sindicais e de federações de trabalhadores em Bruxelas. Ele disse que vai procurar combater a evasão fiscal e aumentar o imposto sobre transações financeiras.

Barroso disse que a crise tem pressionado o sistema de bem-estar social europeu e já que os cortes em países como Grécia e Irlanda levaram essas populações para a beira da pobreza. Ao mesmo tempo, mais impostos sobre as empresas podem prejudicar sua competitividade internacional.

"É muito difícil estabelecer um equilíbrio. Nós queremos manter nosso modelo social, mas ao mesmo tempo há a necessidade de reformas", declarou Barroso. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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