Fechar
GP1

Economia e Negócios

Presidente do setor de eletrônicos negocia manutenção do IPI reduzido

Indústria eletroeletrônica tem até o fim de junho para negociar imposto menor para linha branca, diz associação; governo manteve inalterada alíquota para o setor de veículos, que s

O presidente da Eletros - Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos -, Lourival Kiçula, disse nesta segunda-feira, 1º, ao Broadcast que os estudos para renegociar com o Ministério da Fazenda a permanência do atual patamar da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre as vendas de produtos da linha branca já estão quase prontos. Estimulado pelo anúncio do governo, na semana passada, de que a redução do tributo federal para automóveis e caminhões será mantida até 2014, a Eletros também pretende reivindicar o mesmo benefício.

O anúncio da prorrogação da redução do IPI para automóveis e caminhões foi feito na noite de sábado (30) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, depois que a colunista Sônia Racy antecipou a notícia na edição do Estadão de quarta-feira (27). O imposto sobre carros e caminhões iria subir gradualmente a partir de ontem (31) até chegar à alíquota normal em 1º de julho.

Indagado pela reportagem do Broadcast sobre a extensão do benefício, Kiçula disse que o setor sempre pretendeu solicitar ao governo a extensão do benefício para a linha branca. Contudo, disse ele, a indústria eletroeletrônica tem até o final de junho para negociar. "Os trabalhos estão semiprontos, mas o ideal é começar as conversas à véspera do término do acordo. (Ainda) É muito cedo", tergiversou o presidente da Eletros, para em seguida emendar: "Mas você pode estar certo de que em junho bateremos na porta do Ministério da Fazenda para negociar".

Kiçula disse que a indústria vai esperar os resultados de abril e maio para levar ao governo a reivindicação do atual patamar da alíquota do IPI. Desde 1º de fevereiro a alíquota do IPI sobre os produtos da linha branca (fogões, geladeiras, máquinas de lavar e tanquinhos), móveis, laminados, painéis de madeira, luminárias e papel de parede começou a subir.

O acordo, feito no final de dezembro de 2012, previa que os aumentos seriam graduais até que o imposto chegasse a uma alíquota intermediária em junho e integral em julho. Assim, o IPI sobre fogões que em 31 de janeiro era 0%, em fevereiro subiu para 2% e a partir de julho voltaria a 4%. As geladeiras cujo IPI em 31 de janeiro era de 5%, subiu a 7,5% no mês passado e retomaria a alíquota normal de 15% em julho. O tanquinho, seguindo o mesmo calendário, saltaria de 0% para 2% e chegaria em julho com o IPI em 10%. O único item da linha branca que manteria a alíquota reduzida, em 10%, seria a máquina de lavar. A alíquota normal do IPI para a máquina de lavar é de 20%.

No caso dos automóveis e caminhões, a programação previa aumentos a partir desta segunda-feira (1º de abril). Se o governo não tivesse prorrogado o benefício, a alíquota dos carros com até mil cilindradas subiria dos atuais 2% para 3,5%; os de mil a duas mil cilindradas flex seria elevada de 7% para 9%; os de mil a duas mil cilindradas a gasolina, passaria de 8% para 10%; os utilitários de 2% para 3% e os caminhões permaneceriam em 0%.

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.