A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê que a inflação no Brasil convergirá para a meta de 3% estabelecida pelo Banco Central até o final do próximo ano, com um aumento de preços no país de 3,28% ao final deste ano. Essa previsão está dentro do intervalo de tolerância do BC, que varia de 1,5% a 4,5%, e é mais otimista do que a do mercado, que estimou o IPCA em 3,81% ao final do ano.
A OCDE também estima um aumento de 1,8% no PIB do Brasil neste ano e um crescimento de 2% no próximo ano. Essas projeções estão 0,1 ponto percentual acima das divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na última semana. No entanto, a organização afirma que "é cedo demais para confirmar se o episódio inflacionário que começou em 2021 acabou", uma vez que os aumentos de preços ainda estão acima da meta em boa parte do mundo.
O crescimento global deve continuar "moderado", de acordo com a classificação da entidade, atingindo 2,9% em 2024 e 3% em 2025. Esse crescimento moderado é também resultado de condições financeiras mais restritas, que afetam o mercado de crédito e imobiliário, enquanto o comércio global permanece fraco.
Os resultados de crescimento divergem entre os países, com "sinais claros de forte impulso de curto prazo na Índia, fraqueza relativa na Europa e crescimento moderado de curto prazo na maioria das outras grandes economias". Além da Índia, a Indonésia e a China aparecem no topo das previsões da entidade para este ano, enquanto a França, a Alemanha e a Argentina estão no final da tabela.
A Argentina é citada como um "caso excepcional", com previsão de retorno ao crescimento para 2,6% a partir do próximo ano. A OCDE afirma que a dívida pública está mais alta do que antes da pandemia e, "em muitos países, em níveis relativos ao PIB vistos apenas em tempos de guerra".
Davi Fernandes
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