O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) emitiu um alerta nesse sábado (24) sobre a atuação de golpistas que miram clientes com direito a ressarcimento após as liquidações extrajudiciais do Banco Master e do Will Bank pelo Banco Central. A grande procura pelos pagamentos abriu espaço para fraudes que utilizam indevidamente o nome do fundo e de instituições financeiras. As ações criminosas ocorrem justamente no período de liberação das garantias.
Segundo o FGC, o alerta foi divulgado em conjunto com a Associação Brasileira de Bancos (ABBC) e a Associação Brasileira de Bancos Internacionais (ABBI). As entidades identificaram tentativas de fraude em que criminosos se passam por canais oficiais para enganar investidores. As comunicações falsas incluem e-mails, mensagens e outros contatos que simulam atendimentos institucionais.
O FGC começou a receber, na última segunda-feira, dia 19, os pedidos de ressarcimento de investidores que aplicaram em CDBs do Banco Master. Cerca de 800 mil credores têm direito ao pagamento, número inferior à estimativa inicial de 1,6 milhão. O custo total do ressarcimento ao fundo está estimado em R$ 40,6 bilhões, conforme os dados divulgados.
As entidades relataram ainda práticas como envio de links fraudulentos, páginas falsas para coleta de dados pessoais e bancários, além de pedidos indevidos de pagamento antecipado sob a promessa de agilizar a liberação de valores. Também foram identificados aplicativos não oficiais em plataformas digitais e tentativas de recuperação de senha usadas de forma irregular para obter informações sensíveis.
O FGC informou que não solicita dados por canais informais e não cobra qualquer taxa para o recebimento da garantia. O fundo protege saldos e investimentos de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição financeira, incluindo CDB, RDB, LCI e LCA. Desde 17 de janeiro, o acesso ao aplicativo oficial está liberado para cadastro de conta bancária, validação biométrica e envio de documentos, procedimento que deve ser feito exclusivamente pelos canais institucionais.
Davi Fernandes
Ver todos os comentários | 0 |