Com a aproximação de 2026, os projetos eleitorais dos partidos que integram a base aliada do governador Rafael Fonteles passam a orientar também as articulações institucionais para o período pós-eleitoral. Nesse cenário, Partido dos Trabalhadores e o MDB, as duas principais siglas de sustentação ao Palácio de Karnak, caminham para um entendimento em torno da presidência da Assembleia Legislativa do Piauí ( Alepi ). Conforme apurado pelo GP1 , os dois partidos avançam no consenso para apoiar a reeleição do atual presidente da Casa, Severo Eulálio (MDB), após o pleito de 2026.

A disputa pelo comando da Alepi vinha sendo um ponto de tensão entre PT e MDB, uma vez que ambas as legendas projetam crescimento de suas bancadas e pretendem ocupar posições estratégicas no Legislativo estadual. Em momentos anteriores, os dois partidos chegaram a rivalizar abertamente pela presidência da Casa. Apesar disso, mesmo com desgaste na relação, PT e MDB seguiram atuando de forma conjunta em diferentes agendas políticas.

Foto: Davi Fernandes/GP1
Presidente da Alepi, deputado estadual Severo Eulálio

Nas últimas semanas, a avaliação interna do PT passou por mudanças, segundo apurado pela nossa reportagem. Deputados estaduais da sigla têm manifestado reconhecimento à condução administrativa de Severo Eulálio à frente da Alepi, destacando a condução dos trabalhos legislativos e a interlocução com as bancadas. Dentro desse contexto, o partido passou a considerar que o perfil do atual presidente favorece o diálogo entre as forças políticas, o que levou à discussão sobre o fechamento de questão para apoiá-lo em um segundo mandato no próximo biênio.

No MDB, a leitura predominante é de que a definição da presidência da Assembleia deve seguir o mesmo modelo adotado no início da gestão de Rafael Fonteles. À época, o comando da Casa foi dividido entre Franzé Silva e Severo Eulálio, a partir de um acordo construído com participação direta do governador. Para os emedebistas, a repetição desse método garantiria estabilidade política e previsibilidade na relação entre o Executivo e o Legislativo estadual.

Antes desse movimento de aproximação, o PT trabalhava com a expectativa de eleger a maior bancada da Alepi em 2026, o que sustentava a intenção de disputar a presidência da Casa de forma mais direta. Lideranças petistas avaliavam que o partido teria condições de indicar o próximo presidente e defendiam autonomia para conduzir essa escolha. Mesmo assim, o alinhamento com o governador sempre foi considerado nas discussões internas.

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