O governador Rafael Fonteles e o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias , voltaram a divergir sobre a formação da chapa majoritária deste ano no Piauí, após nova rodada de conversas realizada em Brasília. As discussões não chegaram a um consenso e aumentaram a tensão entre as lideranças, o que pode afetar a manutenção da aliança política entre ambos. A definição envolve as vagas ao Senado e a indicação para vice na candidatura à reeleição do governador.
O GP1 apurou que dois pontos concentram o impasse: a disputa ao Senado e a composição da vice. Durante o encontro, Wellington Dias retomou a defesa da ala mais antiga do Partido dos Trabalhadores, que busca espaço na corrida ao Senado, inclusive contra a tentativa de reeleição do senador Ciro Nogueira.
Nesse contexto, o PSD, liderado pelo deputado federal Júlio César, que teria o compromisso do governador para disputar o Senado, poderia ser deslocado para a vaga de vice. Essa possibilidade foi apontada como o principal ponto de divergência entre Rafael Fonteles e Wellington Dias, diante da resistência de aliados que defendem a manutenção do acordo original.
2030 também foi tema da conversa
Outro tema tratado foi o cenário político para 2030, considerado estratégico para Wellington Dias. Entre as alternativas, estão a tentativa de reeleição ao Senado ou uma nova disputa pelo Palácio de Karnak. Rafael Fonteles já teria afirmado a aliados que não pretende concorrer ao Senado no futuro. No entanto, a composição da vice neste momento é vista como fator que pode influenciar a viabilidade de projetos políticos em longo prazo.
Impasse pode ser levado a Lula
O entendimento do diretório nacional e estadual do partido é de que o PT indique a vaga de vice, enquanto o PSD e o MDB ficariam com as candidaturas ao Senado. Mesmo assim, interlocutores afirmam que Wellington Dias pode levar o debate ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso não haja acordo nas negociações internas.