O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), apresentou nesta quinta-feira (16) as diretrizes de seu plano de governo como pré-candidato à Presidência da República, com foco em redução da estrutura do Estado e mudanças no Judiciário.

Durante o lançamento, em São Paulo (SP), Zema destacou sua gestão em Minas como credencial política e fez duras críticas ao Governo Lula (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF), referindo-se aos ministros da Corte como “intocáveis”.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Romeu Zema

Zema defendeu uma renovação no STF, com mandatos para os ministros, o que, de acordo com ele iria moralizar o Judiciário. “A primeira coisa que eu vou fazer é acabar com a farra dos intocáveis. Minha primeira medida será propor ao Congresso um novo Supremo, no qual seus membros prestem contas de seus atos e parentes de ministros não possam ter negócios jurídicos. Um Supremo com a idade mínima de 60 anos e mandato de 15 anos. Um novo Supremo é o primeiro passo para um programa de moralização do Judiciário, tão necessário ao Brasil”, declarou.

Em relação ao governo petista, o pré-candidato disse que o PT utiliza uma “receita fracassada” como projeto de país. “Não me conformo em ver o meu país atolado pela receita fracassada da esquerda e do PT, não me conformo com o meu país ser tomado pelas facções criminosas enquanto o Lula fica lá de braços cruzados. O brasileiro não quer um país perfeito, só quer um país que seja dele outra vez e não mais o Brasil dos intocáveis”, frisou.

Privatizações

Para coordenar a área econômica, Zema escolheu Carlos da Costa, que atuou no Ministério da Economia na gestão de Paulo Guedes. Ele defende a privatização de todas as estatais e o corte em cargos comissionados.

“Vamos cortar cargos comissionados, cortar fraudes. São fraudes em todos os programas sociais. Vamos fazer uma reforma da Previdência que torne o equilíbrio previdenciário permanente, para não precisarmos ficar mudando. Vamos privatizar tudo. Vamos fazer valer o artigo 173 da Constituição, se não for por segurança nacional, vamos privatizar. Não tem que ter empresa estatal, Estado não tem que ter empresa”, disse Costa.

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Segurança pública

Na área de segurança pública, o ex-governador disse que pretende endurecer o combate à criminalidade e defendeu a redução da maioridade penal. “Crime de adulto vai ter pena de adulto”, enfatizou.

Benefícios sociais

Sobre políticas sociais, Romeu Zema propôs mudanças no Bolsa Família, sugerindo restrições para homens beneficiários. “Vou obrigar beneficiários do sexo masculino, saudáveis, a aceitar propostas de emprego. Caso não tenha emprego, ele terá que estar ajudando como voluntário na prefeitura, um ou dois dias por semana, na limpeza urbana, em uma creche municipal. E tem que fazer algum curso, porque você está dando auxílio para um marmanjão. Criamos no Brasil uma cultura do vitimismo, e hoje já é filho de quem recebia o Bolsa Família que continua recebendo. Daqui a pouco é o neto”, colocou.

União da direita

Por fim, Zema ressaltou que a direita deve permanecer unida em um eventual segundo turno. Ele disse que essa é a orientação do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Estive com o presidente Jair Bolsonaro no ano passado e ouvi dele que quanto mais candidatos a direita tiver, melhor, mas no segundo turno estaremos todos juntos. Eu vou levar a minha pré-candidatura até o final”, finalizou.