Com a decisão da ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, de deixar o cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Paraná, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia mudanças na articulação política do Governo Federal para 2026. Entre os nomes considerados está o do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, que passou a ser citado internamente como possível responsável pela coordenação do diálogo político do Palácio do Planalto com o Congresso Nacional.
Wellington Dias é senador licenciado pelo Piauí, com mandato válido até 2031, e não precisará se afastar do Governo no próximo ano para disputar eleição. Essa condição tem peso nas discussões internas do Partido dos Trabalhadores, que busca manter um nome da sigla à frente da articulação política durante o período eleitoral. A permanência no cargo permitiria continuidade institucional sem a necessidade de substituição imediata em 2026.
No ambiente partidário, o nome do ministro do Desenvolvimento Social passou a ser mencionado por manter interlocução tanto no Senado Federal quanto na Câmara dos Deputados. Integrantes do PT apontam que a trajetória parlamentar de Wellington Dias facilita o trânsito entre as duas Casas.
A saída de Gleisi Hoffmann do cargo deve ocorrer até abril, prazo final para desincompatibilização exigido pela legislação eleitoral. A ministra já comunicou que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026. Em 2022, ela foi a segunda deputada federal mais votada no Paraná, com mais de 261 mil votos, e em março deste ano havia se licenciado do mandato para assumir a Secretaria de Relações Institucionais.
Gleisi integra a lista de mais de uma dezena de ministros que devem deixar o Governo no início do próximo ano para concorrer nas eleições. Entre os auxiliares do presidente que já manifestaram intenção de sair está o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que declarou publicamente a possibilidade de deixar o cargo até fevereiro.
Davi Fernandes
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