O líder do governador Rafael Fonteles na Assembleia Legislativa do Piauí, deputado estadual Dr. Vinicius Nascimento (PT) afirmou que não há conflito entre o chefe do Executivo estadual e o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, sobre a formação da chapa majoritária para as próximas eleições. Segundo ele, as conversas entre os dois líderes têm sido frequentes e abertas, com o objetivo de chegar a um entendimento dentro do partido.
De acordo com o parlamentar, o processo de definição envolve a apresentação de posições por parte do governador e do ministro, além da participação das instâncias partidárias. O líder explicou que as discussões devem avançar até o período de filiações, previsto até abril, quando candidaturas e alianças começam a ser consolidadas. O deputado também afirmou que o diálogo interno é conduzido inicialmente entre lideranças e, em seguida, levado à executiva, que tem a palavra final sobre as decisões.
“Nenhuma fala do ministro e do governador sobre nenhum conflito. Na verdade, eu, do ponto de vista de diálogo, eu acho que quando as coisas começam a ser faladas, melhora o diálogo. Então, a partir de agora, você tem até abril as definições das filiações das candidaturas, o diálogo entre o ministro Wellington Dias e o governador estão cada vez mais frequentes e mais abertos e francos. Então, acredito que isso vai levar a uma solução mais rápida. Quando você tem a necessidade de tomar decisões importantes como essa das chapas majoritárias, o ministro coloca o seu ponto de vista, o governador coloca o seu ponto de vista, mas as instâncias partidárias também participam. E a executiva do partido é o ponto final. Então, o discurso tem que começar realmente por aqui, entre deputados, entre os líderes maiores, como ministro e governador Rafael, e a partir daí levar para a executiva o que pensa cada um e a decisão de transmitir”, declarou o deputado.
Dr. Vinicius citou ainda declarações públicas do presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva sobre a composição da chapa, indicando o PSD e o MDB como partidos com vagas ao Senado, com menção aos nomes do deputado Júlio César e do senador Marcelo Castro. O deputado também destacou a previsão de candidatura à reeleição do governador Rafael Fonteles, avaliando que as negociações caminham para uma definição.
“O presidente nacional do PT teve já uma fala pública e nacional na entrevista que deu, quando ele deixa fechado o PSD como candidato a Senado, o MDB como candidato a Senado, dando até nomes, deu o nome do deputado Júlio César e do senador Marcelo Castro, e a reeleição do governador Rafael. Então, a gente vê que a condução está andando realmente para finalizar. E esses diálogos frequentes, de uma forma aberta, de uma forma muito franca, facilita realmente a compreensão da executiva para tomar as informações”, pontuou o líder.
Davi Fernandes
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