A Disney informou que John Carter, dirigido por Andrew Stanton, da Pixar, havia ganho US$ 184 milhões com bilheteria no mundo todo. Mas as vendas de ingressos costumam ser divididas com os proprietários dos cinemas. Calcula-se o orçamento do filme em cerca de US$ 250 milhões, e que outros US$ 100 milhões foram gastos com o marketing.
O filme se baseia numa série de livros escritos por Edgar Rice Burroughs, iniciada por Uma Princesa de Marte, de 1912, e concluída com John Carter de Marte, publicado postumamente em 1964. Há ainda muito material para várias continuações do filme, mas agora isso parece bastante improvável.
O filme até obteve críticas medianas, mas Christy Lemire, da AP Movie Critic, o definiu como "totalmente confuso" e "mortalmente chato". A recepção fraca foi um choque, considerando o sucesso da direção de Stanton em filmes como Procurando Nemo e Wall-E, cada um dos quais ganhou o Oscar como melhor filme de animação.
Prejuízo
A Disney informou que o prejuízo com John Carter fará com que o estúdio registre uma perda de US$ 80 milhões a US$ 120 milhões no trimestre. Os lucros obtidos com outros filmes e com as vendas de vídeos domésticos desaparecerão.
Segundo David Joyce, analista da Miller Tabak, os prejuízos projetados do estúdio chegam a mais que o dobro do que ele previa. Os altos gastos com produção e marketing farão com que a companhia contabilize o prejuízo mais cedo do que aconteceria no caso de um filme de orçamento menor. "É bom que a Disney revele seus fiascos agora", disse.
O fracasso inscreve-se entre os maiores desastres de bilheteria da história, embora seja difícil saber com precisão, por causa da inflação e de uma divulgação incompleta.
O filme de computação gráfica da Disney Marte precisa de Mães, do ano passado, que se passa num clima misteriosamente real, custou cerca de US$ 150 milhões, mas rendeu apenas US$ 40 milhões nas bilheterias, segundo o analista Paul Dergarabedian, da Hollywood.com.
Speed Racer, da Warner Bros, de 2008, custou cerca de US$ 120 milhões, e teve uma bilheteria de apenas US$ 94 milhões nos cinemas, Ishtar, da Columbia Pictures, de 1987, custou cerca de US$ 40 milhões, mas rendeu apenas US$ 14 milhões de bilheteria nos EUA, disse. "Obviamente, nenhum estúdio investe tanto num filme esperando esse tipo de resultado."
Não se sabe ao certo qual era o faturamento de que a Disney necessitava para empatar gastos e receitas com John Carter. Mas, segundo uma estimativa, seria de cerca de US$ 600 milhões em todo o mundo. É uma cifra que menos de 65 filmes já alcançaram, segundo Dergarabedian.
A Disney espera superar o prejuízo com outros filmes de grande orçamento este ano, incluindo Os Vingadores, da sua subsidiária Marvel, em maio, e Brave, da Pixar, em junho.
Antes do anúncio das perdas, analistas ouvidos pela FactSet previam que a Disney, como um todo, apresentará lucro operacional de US$ 1,92 bilhão para o trimestre. A maior parte dos lucros vem dos canais de TV paga, como o ESPN, de modo que o prejuízo do estúdio não é uma catástrofe tão grande. Os analistas acreditam que a Disney apresentará uma receita de US$ 9,62 bilhões no mesmo período.
O filme se baseia numa série de livros escritos por Edgar Rice Burroughs, iniciada por Uma Princesa de Marte, de 1912, e concluída com John Carter de Marte, publicado postumamente em 1964. Há ainda muito material para várias continuações do filme, mas agora isso parece bastante improvável.
O filme até obteve críticas medianas, mas Christy Lemire, da AP Movie Critic, o definiu como "totalmente confuso" e "mortalmente chato". A recepção fraca foi um choque, considerando o sucesso da direção de Stanton em filmes como Procurando Nemo e Wall-E, cada um dos quais ganhou o Oscar como melhor filme de animação.
Prejuízo
A Disney informou que o prejuízo com John Carter fará com que o estúdio registre uma perda de US$ 80 milhões a US$ 120 milhões no trimestre. Os lucros obtidos com outros filmes e com as vendas de vídeos domésticos desaparecerão.
Segundo David Joyce, analista da Miller Tabak, os prejuízos projetados do estúdio chegam a mais que o dobro do que ele previa. Os altos gastos com produção e marketing farão com que a companhia contabilize o prejuízo mais cedo do que aconteceria no caso de um filme de orçamento menor. "É bom que a Disney revele seus fiascos agora", disse.
O fracasso inscreve-se entre os maiores desastres de bilheteria da história, embora seja difícil saber com precisão, por causa da inflação e de uma divulgação incompleta.
O filme de computação gráfica da Disney Marte precisa de Mães, do ano passado, que se passa num clima misteriosamente real, custou cerca de US$ 150 milhões, mas rendeu apenas US$ 40 milhões nas bilheterias, segundo o analista Paul Dergarabedian, da Hollywood.com.
Speed Racer, da Warner Bros, de 2008, custou cerca de US$ 120 milhões, e teve uma bilheteria de apenas US$ 94 milhões nos cinemas, Ishtar, da Columbia Pictures, de 1987, custou cerca de US$ 40 milhões, mas rendeu apenas US$ 14 milhões de bilheteria nos EUA, disse. "Obviamente, nenhum estúdio investe tanto num filme esperando esse tipo de resultado."
Não se sabe ao certo qual era o faturamento de que a Disney necessitava para empatar gastos e receitas com John Carter. Mas, segundo uma estimativa, seria de cerca de US$ 600 milhões em todo o mundo. É uma cifra que menos de 65 filmes já alcançaram, segundo Dergarabedian.
A Disney espera superar o prejuízo com outros filmes de grande orçamento este ano, incluindo Os Vingadores, da sua subsidiária Marvel, em maio, e Brave, da Pixar, em junho.
Antes do anúncio das perdas, analistas ouvidos pela FactSet previam que a Disney, como um todo, apresentará lucro operacional de US$ 1,92 bilhão para o trimestre. A maior parte dos lucros vem dos canais de TV paga, como o ESPN, de modo que o prejuízo do estúdio não é uma catástrofe tão grande. Os analistas acreditam que a Disney apresentará uma receita de US$ 9,62 bilhões no mesmo período.

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