A exibição do filme “Birdman”, de Alejandro González Iñárritu, na abertura do 71ª edição do Festival de Veneza trouxe uma forma de reproduzir o impacto de “Gravidade”, de Alfonso Cuarón, que abriu a mostra mais antiga do mundo no ano passado e foi parar no Oscar.
“A indústria do cinema mudou muito na última década. Os festivais perderam o valor estratégico na promoção dos filmes de grandes estúdios. Eles investem muito nessas produções e então precisam estrear o mais rápido possível”, disse avalia Barbera, que dirigiu Veneza entre 1999 e 2001 e voltou à função em 2012. “Além disso, promover filmes em festivais tem ficado cada vez mais caro, e há de se pensar nos efeitos de uma crítica ruim. Os produtores estão mais cautelosos. É um problema que também afeta outras competições, como Cannes e Berlim”, finalizou.
O resultado está refletido na programação da maratona italiana deste ano, que oferece uma saudável combinação de filmes de veteranos e representantes do que há de interessante no cinema independente americano e europeu. Com 20 títulos, a competição pelo Leão de Ouro de 2014 é composta por filmes como a cinebiografia “Pasolini” (França/Itália), de Abel Ferrara, com Willem Dafoe no papel-título; “Manglehorn” (EUA), de David Gordon Green, com Al Pacino; “Three hearts” (França), de Benoît Jacquot, com Catherine Deneuve e Charlotte Gainsbourg; “The cut” (Alemanha/França), de Fatih Akin; e “The look of silence” (Dinamarca), de Joshua Oppenheimer
A participação do Brasil, que, na gestão passada, sob a direção de Marco Müller, desfrutou de considerável prestígio em Veneza. Fernando Meirelles chegou a competir em 2005, com “O jardineiro fiel”, mas esse ano limita-se ao curta “Castillo y el armado”, de Pedro Harres, selecionado para a mostra Horizontes, dedicada a experiências estéticas. O que mais impressiona, no entanto, é a ausência de filmes latino-americanos na competição principal. Com informações do O Globo
“A indústria do cinema mudou muito na última década. Os festivais perderam o valor estratégico na promoção dos filmes de grandes estúdios. Eles investem muito nessas produções e então precisam estrear o mais rápido possível”, disse avalia Barbera, que dirigiu Veneza entre 1999 e 2001 e voltou à função em 2012. “Além disso, promover filmes em festivais tem ficado cada vez mais caro, e há de se pensar nos efeitos de uma crítica ruim. Os produtores estão mais cautelosos. É um problema que também afeta outras competições, como Cannes e Berlim”, finalizou.
Imagem: Andrew Medichini/AP
Exibição de filme faz abertura do 71ª Festival de Veneza
Exibição de filme faz abertura do 71ª Festival de VenezaO resultado está refletido na programação da maratona italiana deste ano, que oferece uma saudável combinação de filmes de veteranos e representantes do que há de interessante no cinema independente americano e europeu. Com 20 títulos, a competição pelo Leão de Ouro de 2014 é composta por filmes como a cinebiografia “Pasolini” (França/Itália), de Abel Ferrara, com Willem Dafoe no papel-título; “Manglehorn” (EUA), de David Gordon Green, com Al Pacino; “Three hearts” (França), de Benoît Jacquot, com Catherine Deneuve e Charlotte Gainsbourg; “The cut” (Alemanha/França), de Fatih Akin; e “The look of silence” (Dinamarca), de Joshua Oppenheimer
A participação do Brasil, que, na gestão passada, sob a direção de Marco Müller, desfrutou de considerável prestígio em Veneza. Fernando Meirelles chegou a competir em 2005, com “O jardineiro fiel”, mas esse ano limita-se ao curta “Castillo y el armado”, de Pedro Harres, selecionado para a mostra Horizontes, dedicada a experiências estéticas. O que mais impressiona, no entanto, é a ausência de filmes latino-americanos na competição principal. Com informações do O Globo
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