A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em bens e valores atribuídos à influenciadora e advogada Deolane Bezerra no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e possível ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo as investigações, as movimentações financeiras analisadas pelas autoridades ocorreram em um contexto considerado suspeito e incompatível com os rendimentos oficialmente declarados pela influenciadora. O relatório policial aponta que parte das transações não teria relação com atividades advocatícias ou outras fontes lícitas de renda.
A apuração também cita uma suposta conexão entre Deolane e operadores financeiros ligados à facção criminosa. Entre os investigados está Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado pela polícia como responsável por movimentações financeiras atribuídas ao núcleo de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, considerado líder do PCC.
De acordo com os investigadores, empresas vinculadas à influenciadora apresentariam características frequentemente associadas a estruturas utilizadas para ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.
A defesa de Deolane ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão judicial e sobre as acusações apresentadas no inquérito.
Isaac Da Silva
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