A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou, na última quarta-feira (24), a atualização do Ranking Nacional das Federações (RNF) do futebol profissional masculino para a temporada 2026. Com base no desempenho dos clubes piauienses ao longo da temporada, a Federação de Futebol do Piauí (FFP) apareceu na 20ª colocação, com 3.545 pontos, ficando na última posição entre as federações do Nordeste.
O resultado representa uma queda em relação ao ranking anterior. Em 2024, o Piauí ocupava a 19ª posição, mas foi ultrapassado pelo Distrito Federal na nova lista. Atualmente, a FFP tem 88 pontos a menos que o DF, que está imediatamente à frente, e mantém uma vantagem de 922 pontos sobre o Espírito Santo, 21º colocado no ranking nacional.
Ranking da Região Nordeste
1º Ceará – 24.954
2º Bahia – 23.642
3º Pernambuco – 14.158
4º Alagoas – 12.240
5º Rio Grande do Norte – 6.131
6º Paraíba – 5.507
7° Maranhão – 5.541
8º Sergipe - 5.082
9º Piauí – 3.545
A classificação de uma entidade determina o número de vagas que será destinado aos seus filiados na Copa do Brasil, na Série D do Campeonato Brasileiro, na Copa do Nordeste e na Copa Verde.
O clube de maior destaque do futebol piauiense em 2025 foi o Altos, que chegou às oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro, sendo eliminado pelo Santa Cruz, vice-campeão da competição. Durante a temporada, o Jacaré se tornou o time com maior invencibilidade entre todos os participantes das Séries A, B, C e D. Foi eliminado na primeira fase da Copa do Nordeste, mas se despediu da competição de forma invicta contra clubes da elite nacional, vencendo Fortaleza e Sport, além de empatar com o Vitória fora de casa.
Os outros dois representantes do Piauí no cenário nacional foram o Parnahyba e o Fluminense-PI, que sofreram eliminações precoces. O Tubarão caiu na primeira fase do Brasileirão Série D e da Copa do Brasil, sendo eliminado após goleada de 5 a 0 para o Confiança. Já o Vaqueiro foi derrotado nos pênaltis pela Juazeirense.
No Campeonato Piauiense, o grande campeão foi o Piauí, que venceu o Fluminense-PI na final. Na próxima temporada, o estado terá três representantes na Copa do Brasil, na Copa do Nordeste e no Brasileirão Série D. Além do Enxuga Rato e do Vaqueiro, o futebol piauiense será representado também pelo Altos. Isso ocorreu após a CBF realizar mudanças expressivas, aumentando a quantidade de vagas e alterando regulamentos nas respectivas competições.
Com todo esse cenário, as equipes do Piauí não tiveram desempenho expressivo, e praticamente todos os times que aparecem no Ranking Nacional de Clubes (RNC) perderam posições, evidenciando um panorama pouco favorável para o futebol do estado. As equipes permanecem as mesmas do ano passado: Altos, Fluminense-PI, Parnahyba, River, 4 de Julho e Picos. O Piauí, atual campeão estadual, segue fora do RNC.
Situação da FFP
Vale lembrar que a Federação tem passado por um momento de instabilidade jurídica, que resultou no afastamento do presidente Robert Brown. Nesse contexto, a CBF está sendo administrada por Hélio Cury Filho, atual presidente da Federação Paranaense de Futebol, que atuará como administrador provisório da FFP pelo período de 90 dias, com base no art. 142 do Estatuto da Confederação Brasileira de Futebol.
A nomeação ocorre após o ajuizamento de ação pelo Ministério Público do Estado do Piauí, que requereu o afastamento de Robert Brown, o qual solicitou formalmente sua saída temporária por motivos de saúde. Conforme suas atribuições estatutárias e responsabilidades de supervisão sobre as federações estaduais, a CBF decidiu adotar medida administrativa cautelar para assegurar a continuidade das atividades da FFP.
Foi anexado aos autos do processo um relatório de auditoria independente elaborado pela empresa Steiner & Steiner Auditores Associados, datado de 11 de novembro de 2025. Segundo o promotor José Reinaldo, o laudo técnico constatou, com base nos documentos contábeis, uma situação que torna a atual gestão incompatível com a continuidade da administração dos recursos públicos e privados do futebol piauiense.
O representante ministerial destacou cinco irregularidades identificadas: incongruência patrimonial; risco fiscal e divergências declaratórias; tentativa de indução ao erro; simbiose operacional; e um “apagão” documental no valor de R$ 4,4 milhões.