A Conmebol aplicou uma multa de 15 mil dólares (cerca de R$ 84 mil) ao volante paraguaio Damián Bobadilla, do São Paulo , por declarações xenofóbicas durante partida contra o Talleres, no dia 27 de maio, pela fase de grupos da Libertadores . O jogador chamou o lateral venezuelano Miguel Navarro de "venezuelano morto de fome", conforme registrado na súmula.

Segundo a entidade Sul-Americana, a punição chega como consequência pelo jogador “comportar-se de forma ofensiva, ultrajante ou fazer declarações difamatórias de qualquer natureza”, “violar as pautas mínimas do que deve ser considerado como comportamento” e “comportar-se de forma que o futebol e a Conmebol possam ser desacreditados”. O valor será descontado automaticamente das quantias destinadas ao clube por direitos de imagem e patrocínio intermediados pela confederação.

Foto: Reprodução/Instagram
Damián Bobadilla, jogador do São Paulo

Além da multa, o jogador paraguaio foi formalmente advertido e informado de que, em caso de reincidência, a Unidade Disciplinar da Conmebol adotará medidas mais duras, podendo aplicar sanções ainda mais rigorosas. A decisão é passível de recurso.

Da Conmebol à policia

Além da punição esportiva, o volante também foi ouvido e indiciado pela policia civil de São Paulo sob a acusação de xenofobia. Para as autoridades, Bobadilla não negou parte da acusação, mas amenizou a declaração ao afirmar ter chamado o adversário de “venezuelano de merd*”. O atleta do Tricolor ligou para o jogador adversário, pediu desculpas e publicou um vídeo com sua versão do ocorrido. Com o indiciamento, cabe ao Ministério Público denunciá-lo para que a acusação se torne um processo criminal.