Uma mulher de 42 anos foi presa em Santa Catarina após passar mais de um ano se passando por uma criança de 12 anos dentro da casa de uma família que a acolheu, tratou como filha e chegou a organizar uma festa de aniversário para celebrar a idade que ela afirmava ter.
Segundo a investigação da Polícia Civil, a mulher se apresentava como “Gabriele” e dizia ter fugido do Pará após sofrer maus-tratos de familiares. Os relatos sensibilizaram integrantes de uma igreja da cidade, que passaram a ajudá-la financeiramente e a oferecer moradia.
Com o passar do tempo, uma das famílias da congregação passou a acolhê-la de forma permanente, fornecendo apoio emocional e financeiro. Os responsáveis chegaram a organizar uma festa de aniversário de 12 anos para a suposta criança e manifestaram interesse em formalizar sua adoção.
De acordo com a polícia, a mulher utilizava objetos associados à infância, como mamadeiras e chupetas, além de adotar comportamentos infantilizados para convencer as vítimas de que era uma criança.
As investigações apontam ainda que ela afinava a voz, simulava crises durante a madrugada e demonstrava constante necessidade de proteção e cuidados. A suspeita também alegava ser autista e afirmava que seu desenvolvimento físico teria sido afetado por supostos abusos sofridos na infância, justificando, assim, sua aparência adulta.
O caso passou a ser investigado após denúncias feitas por um parente da família que a acolhia. A partir das suspeitas, a Polícia Civil realizou diligências e descobriu que a suposta adolescente era, na verdade, uma mulher de 42 anos. Ela responderá pelos crimes de estelionato e falsa identidade.
Lilian Aragão
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