A Marinha de Israel interceptou, nesta sexta-feira (3), o último barco da Flotilha Global Sumud, que tentava romper o bloqueio marítimo imposto à Faixa de Gaza. A embarcação, que levava a ativista sueca Greta Thunberg , foi abordada em águas internacionais a cerca de 42 milhas náuticas da costa do enclave palestino. Desde quarta-feira (1º), mais de 40 barcos já haviam sido interceptados, somando 473 tripulantes detidos.

Segundo autoridades israelenses, quatro ativistas italianos já foram deportados e outros estrangeiros, incluindo Greta, aguardam procedimentos para repatriação. A embarcação Marinette, de bandeira polonesa, havia ficado para trás devido a problemas técnicos e acabou sendo o último alvo da operação militar conduzida pelas Forças de Defesa de Israel (FDI).

Foto: Divulgação/Ministério das Relações Exteriores de Israel
Greta Thunberg

Imagens transmitidas ao vivo pelas redes sociais mostraram a aproximação de navios militares e o momento da interceptação do barco de Greta por volta das 10h30 no horário local (4h30 em Brasília). Apesar da detenção, Israel afirmou que todos os ativistas estão “seguros e saudáveis”. Em vídeo pré-gravado divulgado na quinta-feira (2), Greta acusou Israel de “sequestro” e disse que a ação visava impedir denúncias internacionais sobre Gaza.

Enquanto isso, novos grupos de embarcações têm se organizado no Mediterrâneo para dar continuidade ao plano original de romper o bloqueio marítimo. De acordo com informações do jornal Times of Israel, uma nova flotilha foi localizada próximo à ilha de Creta, na Grécia, tentando manter a missão humanitária rumo à Faixa de Gaza.