Ao menos 41 pessoas morreram no oblast de Leningrado, no noroeste da Rússia , após consumirem bebidas alcoólicas adulteradas com quantidades letais de metanol desde o final de setembro. O caso foi revelado nessa sexta-feira (3) pelo jornal The Moscow Times, com base em informações do site RBC, e expôs mais um episódio de intoxicação fatal causado pelo mercado clandestino de bebidas no país.
O Ministério Público russo informou que três processos criminais foram abertos para apurar as mortes, e 14 pessoas foram presas. Entre os detidos estão pequenos revendedores e intermediários acusados de armazenar e distribuir a bebida adulterada. Um homem de 54 anos foi identificado como um dos líderes do esquema criminoso.
As investigações apontam que a bebida com metanol estava guardada em um depósito localizado no distrito de Tosno e foi repassada a mercados locais a partir de armazéns clandestinos. Mais de 5 mil litros do produto adulterado foram apreendidos pelas autoridades.
O consumo de álcool clandestino é um problema recorrente na Rússia desde a época da União Soviética. O mercado paralelo se manteve forte e, de tempos em tempos, provoca tragédias envolvendo intoxicações coletivas.
O episódio mais grave das últimas décadas ocorreu em dezembro de 2016, quando 78 pessoas morreram na cidade de Irkutsk, na Sibéria, após ingerirem álcool adulterado com metanol.