A Seleção da França terá um novo comandante após o fim da Copa do Mundo de 2026. De acordo com o jornalista especializado em mercado da bola Fabrizio Romano, Zinédine Zidane assumirá o cargo deixado por Didier Deschamps, que já havia anunciado sua saída ao término do Mundial.
A mudança acontece em um momento de renovação para os franceses, eliminados pela Espanha na semifinal. Deschamps encerra uma trajetória de 14 anos à frente da equipe, período em que conquistou a Copa do Mundo de 2018, a Liga das Nações de 2021, além de ter alcançado os vice-campeonatos da Eurocopa de 2016 e do Mundial de 2022.
Sem treinar desde sua segunda passagem pelo Real Madrid, encerrada em 2021, Zidane chega credenciado pelo sucesso no clube espanhol. Em 301 partidas, somou 190 vitórias, média de 2,10 pontos por jogo e conquistou 11 títulos, com destaque para o tricampeonato consecutivo da Liga dos Campeões. A expectativa é que implemente na seleção francesa o esquema tático 4-3-3, marca registrada de seu trabalho nos merengues.
Apesar do acordo encaminhado, a oficialização ainda depende da liberação de uma questão burocrática. Uma nova legislação francesa prevê um teto salarial de 450 mil euros anuais para dirigentes e funcionários das federações esportivas, valor inferior ao salário de Deschamps e distante do que Zidane deve receber.
Por isso, a Federação Francesa aguarda uma autorização especial do Ministério dos Esportes para concluir a contratação. A ministra Marina Ferrari já demonstrou apoio à chegada do ex-jogador, o que pode facilitar o desfecho do processo.
Ranna Freitas
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