A Procuradoria de Paris apresentou nessa sexta-feira (31) novas acusações relacionadas ao roubo milionário de joias do Museu do Louvre , ocorrido em 19 de outubro. Duas pessoas foram formalmente indiciadas por envolvimento no crime, ampliando o número de investigados pela polícia francesa.
Uma mulher de 38 anos foi acusada de cumplicidade em roubo organizado e conspiração criminosa, enquanto um homem de 37 anos responderá por roubo e associação criminosa. As identidades dos dois não foram divulgadas pelas autoridades.
Na quinta-feira (30), outros cinco suspeitos já haviam sido detidos por ligação direta com o assalto, considerado um dos mais audaciosos da história recente da França. Segundo o museu, as joias furtadas são avaliadas em 88 milhões de euros — o equivalente a cerca de R$ 550 milhões — e têm valor histórico inestimável, já que pertenciam à coleção de Napoleão Bonaparte e da realeza francesa.
De acordo com as investigações, quatro homens executaram o roubo em uma ação que durou apenas sete minutos, enquanto outros dois esperavam do lado de fora. Os criminosos chegaram ao Louvre por volta das 9h30, pouco antes da abertura ao público, e usaram um elevador mecânico instalado sobre um veículo para acessar a Galeria de Apolo, onde as joias estavam expostas. Com o auxílio de um cortador de disco, eles arrombaram as vitrines e fugiram rapidamente. Das nove peças levadas, sete ainda não foram recuperadas.