O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro , pediu apoio militar da Rússia e China após o avanço das operações militares dos Estados Unidos no Caribe. A reportagem do The Washington Post divulgada nesta sexta-feira (31) mostra correspondências endereçadas aos ditadores Vladimir Putin e Xi Jinping , com pedidos de mísseis, radares e assistência técnica para aeronaves militares.
Conforme divulgado pelo jornal norte-americano, a carta encaminhada a Putin foi feita para ser entregue neste mês por um assessor de alto escalão durante visita a Moscou. O líder do regime chavista pede reforço às defesas aéreas da Venezuela, com restauração de caças Sukhoi Su-30MK2 e o fornecimento de 14 conjuntos de mísseis, além do plano de financiamento de três anos pela estatal russa Rostec.
Já à China, Maduro pediu uma “cooperação militar ampliada” para conter uma “escalada entre os Estados Unidos e a Venezuela”. Dessa forma, o ditador pede que a produção de sistemas de detecção por radar seja feita mais rápido pelas empresas chinesas, e assim aumentar a vigilância do país.
Os documentos internos do governo americano também revelaram que o ministro dos Transportes da Venezuela, Ramón Celestino Velásquez, coordenou uma remessa de equipamentos militares e drones do Irã. Ele teria discutido com autoridades do regime iraniano a compra de “equipamentos de detecção passiva” e bloqueadores de GPS.