A base naval de Roosevelt Roads, localizada em Porto Rico, voltou a registrar intensa movimentação militar após ser reforçada com aeronaves das Forças Armadas dos Estados Unidos . A retomada das operações ocorre em meio à ampliação das ações do Exército americano em águas internacionais próximas às costas da Venezuela e da Colômbia, dentro de uma estratégia regional voltada ao monitoramento e à presença militar no Caribe e no norte da América do Sul.

Depois de anos de baixa atividade, a base passou a operar, nesta semana, com caças F-35 e F/A-18, aeronaves de transporte C-130 Hercules e helicópteros Black Hawk e Huey. O aumento da movimentação inclui voos frequentes, logística aérea e a circulação de efetivos militares na área da antiga instalação naval, que havia sido parcialmente desativada após a saída da Marinha dos Estados Unidos nos anos 2000.

De acordo com registros divulgados pela Reuters, imagens captadas no local mostram aeronaves estacionadas em solo porto-riquenho, pilotos de helicópteros em treinamento e militares desembarcando de veículos operacionais. As cenas indicam a retomada plena das atividades da base, com uso simultâneo de diferentes tipos de aeronaves e exercícios coordenados.

Ainda segundo a agência, um helicóptero Black Hawk sobrevoava a base em baixa altitude nesta segunda-feira, enquanto um helicóptero de ataque AH-1 Cobra realizava uma passagem rasante antes de pousar. As operações aéreas ocorrem de forma contínua e fazem parte de exercícios e missões de vigilância associadas ao aumento da presença militar americana na região do Caribe.

Desde agosto, os Estados Unidos intensificaram a pressão sobre países acusados de envolvimento com o narcotráfico, tendo o governo de Nicolás Maduro como principal foco das operações até o momento. O presidente Donald Trump também não descarta a ampliação das ações para outros países, conforme indicado na nova Estratégia de Segurança Nacional, que coloca a América Latina como eixo central da política externa americana, com diretrizes voltadas ao combate ao crime organizado, ao narcotráfico, à imigração ilegal e à influência crescente da China na região.

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