As sanções contra o ministro Alexandre de Moraes e outros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), amparadas pela Lei Magnitsky Global, têm sido consideradas nos últimos tempos devido a denúncias de excessos no Judiciário brasileiro. Essa legislação permitir punir estrangeiros acusados de violações de direitos humanos e corrupção, e já teve como alvo outros juízes ao redor do mundo.
Juízes envolvidos em acusações de repressão, prisões arbitrárias, especialmente em regimes autoritários, já foram alvos da Lei Magnitsky. Segundo o advogado constitucionalista André Marsiglia, um exemplo emblemático que moldou esse texto foi o caso Magnitsky, ocorrido em 2009 na Rússia.
Na época, magistrados russos receberam sanções por estarem envolvidos com tortura, falta de assistência médica e prisão ilegal que culminaram com a morte de Sergey Magnitsky. Em abril de 2013, o governo de Barack Obama divulgou a lista de 18 cidadãos russos, entre eles juízes, que foram alvos da lei.
Em 2024, a presidente do Supremo Tribunal Federal da Venezuela e outros cinco juízes também receberam sanções por dificultarem o processo eleitoral, ocultarem as informações do pleito que elegeu Nicolás Maduro e por usurparem funções do Legislativo. Além disso, o Judiciário do país foi acusado de autorizar prisões arbitrárias, prisões e desaparecimento de opositores, jornalistas e ativistas.
Outro país sob regime ditatorial cujos juízos foram alvos da Lei Magnitsky foi a Nicarágua, onde três magistrados sofreram sanções por retirarem a cidadania de manifestantes e opositores, contrariando assim os princípios internacionais. Na China, o uso da Lei de Segurança Nacional por seis autoridades de segurança para perseguir opositores, incluindo cidadãos norte-americanos fora do país, também ensejou a aplicação da Lei Magnisky.