O subsecretário de Diplomacia Pública do Departamento de Estado, Darren Beattie, destacou que a iniciativa de aplicar a Lei Global Magnitsky ao ministro Alexandre de Moraes , do Supremo Tribunal Federal ( STF ), evidencia o comprometimento da administração de Donald Trump em combater práticas que, segundo ele, configuram censura e perseguição política. “Moraes foi o principal arquiteto desse complexo no Brasil”, declarou Beattie, ao compartilhar um comunicado nas redes sociais.

A fala do subsecretário foi acompanhada de um aviso direto: figuras que tenham colaborado ou apoiado ações consideradas violações de direitos humanos também estão na mira. “Aqueles que foram cúmplices das violações de Moraes devem tomar nota”, afirmou Beattie.

Foto: Ton Molina/STF
Alexandre de Moraes

Lei Magnitsky

A aplicação da Lei Magnitsky, que permite sanções contra indivíduos acusados de corrupção e abusos de direitos humanos, também foi defendida publicamente pelo secretário Marco Rubio. Ele foi enfático ao afirmar que a autoridade judicial não garante blindagem automática contra sanções internacionais. “Togas judiciais não podem protegê-los”, advertiu.

Com a sanção, Moraes passa a figurar na lista de autoridades que, na avaliação do governo norte-americano, violaram princípios fundamentais da democracia e dos direitos humanos. Isso pode implicar bloqueio de bens, restrições de vistos e proibição de qualquer transação com instituições financeiras dos Estados Unidos.