O governo argentino, liderado pelo presidente Javier Milei , comemorou os dados de inflação divulgados nesta quarta-feira (13), que mostraram alta de 1,9% em julho e um acumulado de 36,6% nos últimos 12 meses, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC).

Este é o terceiro mês consecutivo em que a inflação fica abaixo de 2%, fato celebrado pelo ministro da Economia, Luis Caputo, como um marco que não se via desde 2017, apesar de representar uma leve alta em relação aos 1,6% registrados em junho e aos 1,5% de maio.

Caputo também destacou que a inflação acumulada nos primeiros sete meses de 2025 foi de 17,3%, a mais baixa para o período desde 2020. O IPC também apontou um aumento de 3,0% nos salários em relação ao mês anterior.

Desde que assumiu o governo em dezembro de 2023, quando a inflação mensal estava em 25,5%, Milei tem implementado uma série de medidas econômicas, como o corte de repasses a estados, suspensão de obras públicas, retirada de subsídios e início de privatizações. Inicialmente, essas ações pressionaram os preços, mas, desde janeiro de 2024, a inflação vem recuando de forma consistente, acompanhada de crescimento econômico e o PIB cresceu 5,8% no primeiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2024.

As reformas econômicas radicais do presidente libertário vêm recebendo atenção internacional, visto que em julho, o colunista Matthew Lynn, do jornal britânico The Telegraph, chamou a Argentina de exemplo de racionalidade em um mundo de incerteza econômica. Lynn citou a recente elevação da nota de crédito do país pela agência Moody’s e questionou: “Quando o resto do mundo acordará para o milagre argentino?”.

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