O Comando Militar de Israel anunciou nesta quarta-feira (13) a autorização oficial para uma nova ofensiva na Faixa de Gaza, incluindo a cidade de Gaza. A decisão, já aprovada pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu , marca uma nova fase no conflito com o Hamas e foi confirmada após uma reunião estratégica.
O encontro contou com a presença de integrantes do Fórum do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI), altos comandantes militares, representantes da Agência de Segurança de Israel (ISA) e especialistas em operações de inteligência. Durante a reunião, as autoridades discutiram os desdobramentos da ofensiva iniciada nessa terça-feira (12), no bairro Zeitoun, onde as FDI atacaram posições e infraestrutura do Hamas.
Apesar da resistência inicial das Forças Armadas quanto à proposta de ocupação total da cidade de Gaza, o plano avançou com apoio político e técnico. O chefe do Estado-Maior, tenente-general Eyal Zamir, reforçou a importância do preparo das tropas de reserva e da prontidão para mobilização em larga escala nos próximos dias.
A nova fase da ofensiva prevê ações integradas por terra, ar e inteligência, com foco em desarticular redutos militantes do Hamas e reduzir os riscos para soldados israelenses. Detalhes operacionais seguem sob sigilo, mas fontes militares indicam que haverá uma ampliação gradual da presença das tropas e uma intensificação da pressão sobre centros de comando do grupo extremista.
Em comunicado, o porta-voz do Exército afirmou que "as Forças de Defesa de Israel seguem empenhadas em manter o ritmo operacional sem negligenciar a segurança de militares e civis". A nota oficial também descreve a nova estrutura tática como “um passo fundamental para os objetivos estratégicos em Gaza”.