Em apoio às sanções aplicadas pelo governo dos Estados Unidos contra autoridades associadas ao Programa Mais Médicos a congressista republicana María Elvira Salazar utilizou as redes sociais para se manifestar.

Salazar afirmou, em sua postagem, que as “missões médicas” cubanas configuram um sistema de escravidão moderna do regime. Ela demonstrou satisfação pela decisão da gestão do presidente Donald Trump contra o programa.

Foto: Divulgação/Ascom
María Elvira Salazar

A pressão econômica norte-americana sobre o regime de Cuba também foi defendida pela congressista. Ela argumenta que, em vez de chegar aos médicos, a receita obtida com a contratação dos profissionais da saúde beneficia a “elite castrista” e seus repressores.

Salazar concluiu com uma crítica aos países e indivíduos que se aliaram a essa iniciativa: “Vocês não serão bem-vindos na terra da liberdade”.

Criado no Brasil em junho de 2013, durante o governo de Dilma Rousseff, o Programa Mais Médicos foi uma iniciativa que gerou intenso debate. O projeto, realizado em parceria com o regime de Cuba, tinha como meta ampliar o acesso da população a serviços de saúde.

No entanto, o programa ressurgiu no centro de uma controvérsia internacional. Recentemente, foi anunciado pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que os Estados Unidos aplicariam sanções contra os responsáveis pelo “programa de exploração de mão de obra cubana”.

Sem anúncio no momento

O regime cubano, por meio de um acordo, retirava parte do salário dos profissionais — 70% de um valor estimado em R$ 12 mil. Os médicos recebiam, então, apenas 25%, enquanto os outros 5% restantes ficavam com a Organização Pan-Americana de Saúde.

Muitos médicos afirmam desconhecer os termos do contrato firmado entre Dilma Rousseff e o então ditador de Cuba, Raúl Castro. Cuba determinou, com a posse de Jair Bolsonaro, o fim da participação dos médicos no Brasil, levando-os a retornar ao seu país de origem.