Israel lançará, nesta quinta-feira (21), uma ofensiva de larga escala para tomar o último grande bastião do Hamas no território palestino. Atualmente, a Cidade de Gaza está sob cerco total das forças israelenses.

O plano de ataque, aprovado na quarta-feira (20) pelo ministro da Defesa, Israel Katz , ainda aguarda o aval do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu , previsto para esta quinta-feira.

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Effie Defrin
O porta-voz do Exército, general Effie Defrin , afirmou que as tropas israelenses estão posicionadas na periferia da cidade e que a operação tem como objetivo criar condições para a libertação dos reféns ainda mantidos em Gaza. De acordo com as Forças de Defesa de Israel, cinco divisões, compostas por dezenas de milhares de soldados, participam da ofensiva.

As tropas já atuavam nas regiões de Zeitoun e Jabalia, com bombardeios intensos, para preparar o avanço. Segundo o Exército, 49 reféns continuam em cativeiro, dos quais 27 já foram declarados mortos.

A decisão de invadir divide a sociedade israelense. Em Tel Aviv, manifestantes convocaram uma marcha contra a guerra, alegando que a operação para resgatar reféns resultará em mais perdas. “Chega de sacrificar os reféns! Chega de sacrificar os soldados, tanto da ativa quanto da reserva! Chega de sacrificar os evacuados!”, gritou o público israelense, segundo o jornal Al Jazeera.