Nesta terça-feira (26), um dos prédios da sede da empresa foi invadido, por um grupo de funcionários e ex-funcionários da Microsoft , na cidade de Redmond, no estado de Washington (EUA), durante um protesto pró-Palestina contra contratos da companhia com o Exército de Israel.
Além de transmitir vídeos ao vivo, os manifestantes, ligados ao movimento chamado No Azure for Apartheid, ainda entraram no escritório do presidente da Microsoft, Brad Smith. A polícia os retirou do local.
Conforme as informações da rede CNBC, sete pessoas participaram da ação, duas eram funcionários da empresa. Foi entregue pelo grupo, uma intimação judicial, no escritório de Smith, local que o grupo se recusou a deixar.
“Obviamente, quando sete pessoas fazem o que fizeram hoje – invadir um prédio, ocupar um escritório, impedir a entrada de outros, instalar dispositivos de escuta, mesmo de forma rudimentar, escondendo celulares em sofás e atrás de livros – isso não é aceitável”, afirmou Smith em uma coletiva. Ele acrescentou: “Quando são convidados a sair e se recusam, isso não é aceitável. Por isso, para esses sete, a polícia de Redmond literalmente teve que retirá-los do prédio”.
O acesso ao edifício foi bloqueado temporariamente, pela Microsoft, de acordo com o jornal The Wall Street Journal . Brad Smith, em sua declaração, classificou a conduta como “não compatível com o comportamento esperado de empregados”, ainda assegurou que a empresa vai analisar eventuais medidas disciplinares.
O movimento tem organizado diferentes atos contra a Microsoft, nos últimos meses, alegando que a tecnologia de nuvem Azure estaria sendo usada pelo Exército israelense para vigilância de palestinos e operações em Gaza . Contudo, a companhia afirma que a maior parte de seu trabalho com Israel é voltada para a área de cibersegurança. Smith também frisou que, diante das acusações, “o passo responsável é investigar e chegar à verdade sobre como nossos serviços estão sendo usados”.
Em maio, já havia acontecido um episódio de confronto entre funcionários e a direção da Microsoft, quando na conferência anual Build, um engenheiro de software foi demitido após interromper um discurso do CEO Satya Nadella gritando: “Satya, que tal mostrar como a Microsoft está matando palestinos”.
A Microsoft, conforme afirma Smith na conclusão de sua fala, “se preocupa profundamente com o que tem acontecido no Oriente Médio ”, mencionando tanto os mortos e sequestrados pelos ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 quanto os civis palestinos atingidos pelo conflito em Gaza.