Jason Miller , ex-assessor e conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , publicou nesta quinta-feira (11) uma série de críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela condenação de Jair Bolsonaro .
Segundo ele, o julgamento configura uma farsa política “orquestrada pelo ministro Alexandre de Moraes ” e representa uma ameaça direta à democracia no Brasil.
Em seguida, o ex-assessor afirmou que a intenção do magistrado vai além da condenação judicial: “Não basta que ele queira jogar o presidente Bolsonaro na cadeia — Moraes quer ver o presidente Bolsonaro MORRER na prisão”.
Miller ainda comparou o processo contra o ex-chefe do Executivo a uma “caça às bruxas” semelhante à realizada contra Donald Trump. Em sua avaliação, os magistrados brasileiros determinaram o resultado do julgamento antes mesmo de qualquer análise imparcial: “Considere como o resultado foi manipulado antes mesmo de o julgamento começar. Três dos cinco juízes que ‘consideravam’ o caso já haviam decidido o resultado com bastante antecedência”.
O ex-assessor também contestou a existência de provas que sustentem a condenação do ex-mandatário. Para ele, não havia “nenhuma prova contra Bolsonaro que o ligasse a qualquer um dos protestos em questão”. Inclusive, durante os atos de 8 de janeiro, o ex-presidente estava em Orlando, na Flórida, com a família.
Miller, por fim, destacou que não pode “falar oficialmente pela administração Trump”. Ainda assim, prometeu que os magistrados responsáveis pelo julgamento de Bolsonaro “serão lembrados e responsabilizados por suas ações antidemocráticas todos os dias, pelo resto de suas vidas miseráveis”.
STF forma maioria para condenar Bolsonaro
O STF formou maioria nesta quinta-feira (11) para condenar Bolsonaro e outros sete investigados por envolvimento em um suposto plano de golpe de Estado. A decisão inclui também acusações de formação de organização criminosa, dano qualificado e dano ao patrimônio tombado.
O placar favorável à condenação se consolidou com o voto da ministra Cármen Lúcia, que acompanhou o entendimento de Moraes, relator da ação, e de Flávio Dino. A 1ª Turma do STF analisou o caso.