A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, compartilhou nesta segunda-feira (15), no X, um link para uma coluna do The Wall Street Journal que acusa o Supremo Tribunal Federal (STF) de praticar lawfare (guerra jurídica) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro .
Na semana passada, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Ao divulgar o artigo, Leavitt escreveu: “O jeito brasileiro de lawfare atinge Bolsonaro”, reproduzindo o título da coluna assinada por Mary Anastasia O’Grady e publicada no domingo (14).
“O tribunal estava ideologicamente inclinado contra Bolsonaro. O ministro que presidia o caso era Alexandre de Moraes, um notório adversário de Bolsonaro. Ele votou pela condenação em todas as cinco acusações. O mesmo fez o ministro Flávio Dino, ex-ministro da Justiça de Lula. O ex-advogado pessoal de Lula, o ministro Cristiano Zanin, também votou pela condenação. Isso foi suficiente para a condenação, embora uma quarta ministra [Cármen Lúcia], indicada por Lula, também tenha se juntado à maioria”, escreveu O’Grady, invertendo a ordem real da votação, no julgamento, Cármen Lúcia votou antes de Zanin.
A publicação de Leavitt ocorreu no mesmo dia em que o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou em entrevista à Fox News que novas medidas contra o Brasil, em reação à condenação de Bolsonaro, devem ser anunciadas na próxima semana.
No último dia 9, Leavitt já havia declarado que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não terá “receio” de usar o “poder econômico” e o “poder militar” do país para proteger a liberdade de expressão em outras nações. A fala foi em resposta a uma pergunta do jornalista Michael Shellenberger, criador da série Twitter Files, que questionou se a Casa Branca pretende adotar “medidas adicionais contra Europa e Brasil” devido a restrições a redes sociais e processos contra políticos de direita.