O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (9) que a Venezuela passou a manter uma relação de alinhamento com Washington após a captura do ditador Nicolás Maduro . Segundo o republicano, o governo venezuelano atualmente demonstra disposição para cooperar com os interesses americanos, especialmente no setor energético.
A declaração foi feita durante um encontro na Casa Branca com executivos de grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos. De acordo com a CNN, a reunião teve como foco incentivar investimentos privados na Venezuela, país que detém uma das maiores reservas de petróleo do mundo, mas enfrenta grave deterioração de sua infraestrutura.
Trump destacou que, no cenário atual, o regime chavista atua como aliado estratégico dos EUA e reforçou que o objetivo da aproximação é impedir a ampliação da influência de potências como Rússia e China no território venezuelano. O presidente também sinalizou que pode se reunir em breve com representantes do governo da Venezuela, embora não tenha confirmado datas nem nomes.
“Neste momento, eles [o regime venezuelano] parecem ser um aliado. E acho que continuarão sendo um aliado, e não queremos a Rússia lá. Não queremos a China lá”, disse Trump.
Ainda durante a conversa com jornalistas, Trump elogiou o relacionamento mantido com as autoridades que hoje comandam o país caribenho e mencionou a visita da líder opositora María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz, que deve viajar aos Estados Unidos na próxima semana. Segundo ele, a visita terá caráter simbólico e político.
“Provavelmente me encontrarei em breve com vários representantes da Venezuela. Ainda não marcamos nada”, disse Trump.
“Mas o relacionamento que temos com as pessoas que atualmente governam a Venezuela é muito bom. Também temos uma jovem que recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Ela virá nos visitar e prestará suas homenagens ao nosso país, principalmente a mim”, disse o republicano, em referência à líder opositora María Corina Machado, que deve visitar o presidente dos EUA na semana que vem.
No campo econômico, o presidente norte-americano defendeu que empresas dos EUA invistam ao menos US$ 100 bilhões em recursos próprios para recuperar o setor petrolífero venezuelano, afetado por décadas de má gestão, corrupção e ausência de investimentos durante os governos chavistas.
Apesar do discurso otimista da Casa Branca, representantes do setor demonstraram cautela. O CEO da ExxonMobil, Darren Woods, alertou que, no momento, a Venezuela ainda não oferece condições seguras para receber grandes aportes financeiros, classificando o país como inviável para investimentos de longo prazo.